Informações, comentários e pequenas notas sobre filmes e tudo o que cerca a sétima arte, por Hudson Dalbem, mero estudante universitário e amante inveterado do cinema




Domingo, Junho 15, 2008

:: em cartaz ::
FIM DOS TEMPOS




M. Night Shyamalan bem que tentou contornar a situação, mas é inegável o tremendo fracasso de seu mais novo filme, Fim dos Tempos. Das poucas vezes que tentou conversar com a imprensa - a mesma que já o detonou há dois anos com A Dama na Água - os argumentos sobre seu novo trabalho permeavam o campo dos filmes B, caracterizados por baixo orçamento e, principalmente, por uma temática que beira o tosco, sem vergonha de se assumir.

No entanto, é impossível engolir as justificativas perante o embaraço que é o filme. Depois de um prólogo excelente, numa Nova York atual que aos poucos é tomada por uma série de suicídios em massa causados por uma espécie de toxina expelida pela própria natureza - como se fosse uma defesa natural contra os sucessivos problemas nela causados pelo homem - a história embarca numa fuga paranóica do protagonista (Mark Wahlberg) na tentativa de encontrar um local ainda não afetado pelo vírus assassino. O que se vê a partir de então é um histórica descabida e sem propósito, imersa em situações banais que parecem inseridos somente para prolongar um pouco mais o mal-estar que nós, expectadores, deveríamos sentir com o 'puxão de orelha' que encaramos diante dos olhos, ali dentro da sala escura.

O apelo que o diretor faz para a importância das discussões climáticas acerca dos problemas que o planeta enfrenta acaba se tornando vergonhoso. A tentativa de contemporizar a história, que ele fez com extrema destreza em A Vila, onde o objetivo final não é criar mais um filme de monstros, é um tiro nos pés em Fim dos Tempos. O didatismo com que os diálogos são encenados pelos péssimos atores em cena, bem como a direção frouxa e sem sentido, só pioram a sensação com relação ao filme. Mas uma coisa é louvável: as composições de James Newton Howard para os filmes de Shyamalan são sempre tão sublimes que conseguem criar a atmosfera nervosa que as histórias pedem - mesmo quando nada, nada mesmo funciona.

Ao se analisar de perto algumas passagens específicas do longa, é impossível conseguir enxergar uma unidade ou sentido, até o mais ligeiro que seja, aos acontecimentos que envolvem a história. Não há roteiro, não há motivo, não há absolutamente nada que explique as decisões absurdas desse trabalho infundável. Como os personagens intoxicados fazem no filme, a única certeza que se tem ao acender das luzes é que o cineasta começa a andar para trás. Para desespero dos fãs.




ficha técnica
The Happening
produção americana de 2008
dirigida por M. Night Shyamalan
com Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo
91' de duração

postado por HUDSON às 3:00 PM

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Quinta-feira, Junho 12, 2008

:: em cartaz ::
SEX AND THE CITY - O FILME




O legado que o seriado "Sex and the City" construiu, desde 1998, ano que começou a ser exibido na tevê americana, e que manteve mesmo após seu encerramento, em 2004, é inquestionável. Muito mais que um modismo quase que literal, a criação de Darren Star baseado na obra de Candace Bushnnel, ditou novo ritmo às já famosas séries norte-americanas, elevou o patamar de exigência de um público cativo com olhar cada vez mais crítico, transformou suas personagens em ícones e referências na discussão de assuntos tabus (ou não) do mundo feminino (ou não), além de transformar a mais famosa cidade do mundo na mais bela também. É bom provável que daqui a algum tempo, seja lembrado junto a outros ingredientes da cultura contemporânea como o desmoronar daquela antiga visão do american way of life: a família e o subúrbio dão espaço a Manhattan e sua explosão do consumo globalizado, no mundo onde Cosmopolitan, Manolo Blahnik e Louis Vuitton deixam de ser qualquer palavra de difícil entendimento para figurar no dicionário de qualquer um, compradas através de uma tela de computador ou da própria televisão.

A transição para o cinema, há muito esperada pelos fãs, confirma tudo o que se pensava e vai além: quando as quatro amigas nova-iorquinas se reúnem novamente e caem na boca do expectador comum, não é só "Sex and the City" e seus desdobramos que ressurgem, mas o cinema, como arte e com sua capacidade de popularizar o populável, antes impenetrável, que dão a dimensão exata de suas capacidades; o primeiro, prova que seu material é ilimitado, tamanha capacidade de diálogo com o público; e o segundo se reforça como o veículo cultural que é capaz de abraçar o mundo sem perder sua maestria.

A discussão se mostra infindável, mas não é este o objetivo dessas linhas. Sex and the City - O Filme, alvo de especulação desde o final da série, faz muito bem o que dele se espera. O retorno ao universo de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte acontece do jeito mais simples que se poderia imaginar, afinal, quando foram abandonadas há quatro anos, o que todo mundo sempre quis saber é por onde elas caminhariam dali para frente. A história, então, se concentra exatamente neste período e é um deleite, para fãs ou desconhecidos. Mantém-se basicamente a estrutura narrativa do seriado, que sempre foi um de seus pontos mais fortes, ao trazer as desavenças da jornalista Carrie Bradshaw para o centro da história e mostrar a mesma temática sob diferentes pontos de vista na vida de suas três amigas. Os diálogos bem escritos, que pulam do cômico ao dramático num piscar de olhos sem perder a compostura, e as situações verossímeis são os pontos altos da trama, que traz de volta todo o elenco original, capitaneada por Michael Patrick King, o maior colaborador de Darren e Candace ao longo dos anos.

A sensação que permanece é mesmo a de revisitar um cenário esquecido, numa espécie de 95º episódio que jamais foi ao ar – dessa vez, com acréscimo de 100 minutos na duração, que dão ao “capítulo especial” as concessões que o cinema pede e permite e que a maturidade de todos os envolvidos garante, corroborando o tal legado mantido há dez anos, reafirmando a instituição que "Sex and the City" se tornou. Por que, como diria a fantástica protagonista, "Well, that's fabulous!".




ficha técnica
Sex and the City
produção americana de 2008
dirigida por Michael Patrick King
com Sarah Jessica Parker, Kim Cattral, Kristin Davis, Cynthia Nixon, Jennifer Hudson, Cris Noth
148' de duração

postado por HUDSON às 11:12 PM

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Sexta-feira, Junho 06, 2008

FESTIVAL DE CANNES 2008
:: vencedores ::


Mais vale uma Palma de Ouro na mão que um Oscar voando


Numa edição com muitos representates latinos e com os americanos em baixo, não deu outra: o cinema europeu sagrou-se o grande vencedor desta edição do Festival de Cinema de Cannes, com os prêmios de melhor filme indo para o francês Entre les murs, de Laurent Cantet; o do Júri para o italiano Il Divo, de Paolo Sorrentino; e o Grand Prix para o também italiano Gomorra, de Matteo Garrone.

Reflexos para as premiações de fim-de-ano? Clint Eastwood arrancou muitos aplausos com The Changeling; Blindness, mesmo com as críticas irregulares, não deve ser radicalmente esquecido (bem como o elenco e a equipe); quem sobra mesmo é Benício Del Toro, que após a epopéia de Che (que no festival foi exibido como um único filme de 4h e meia de duração, que será dividido em duas partes nos cinemas norte-americanos), se torna favoritíssimo a uma indicação ao Oscar do próximo ano.

postado por HUDSON às 6:35 PM

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Domingo, Abril 27, 2008

SÉRIE EPÍLOGOS

"Naquele dia, mais tarde, comecei a pensar nos relacionamentos. Existem aqueles que nos levam a um lugar novo e exótico. Aqueles que nos levam a coisas antigas e familiares. Aqueles nos trazem muitas questões, aqueles que nos levam a lugares inesperados, aqueles que nos levam para longe do nosso começo e aqueles que nos trazem de volta. Mas o relacionamento mais empolgante, desafiador e significativo é aquele que temos com nós mesmos. E se encontrarmos alguém que ame o "eu" que nós amamos... bem, isso é simplesmente maravilhoso!"

Sex and the City (Sex and the City, EUA, 1998-2004)



Quarta-feira, Abril 16, 2008

:: em cartaz ::
THE ROLLING STONES - SHINE A LIGHT




Durante a sessão de The Rolling Stones - Shine a Light, minha companhia de poltrona, depois de quase metade de filme exibido, fez um comentário sobre sua vontade de ficar em pé durante a exibição, numa tentativa de experimentar ainda mais a vibrante sensação de se deparar com um show da famosa banda em tela grande e sala escura. Mas o que certamente seria lembrado como um mero comentário que representasse algo além de uma vontade esfuziante bastante pessoal, caiu como uma luva para aquilo que o diretor Martin Scorsese filmou e mostrou durante as duas horas de duração de seu documentário.

A proposta de Scorsese para sua obra é tão simples, quase que banal diante da representatividade do cinema como arte, que, ao optar por exibir um show especialmente gravado para o filme, praticamente na íntegra, é forte o questionamento sobre o que é cinema e, principalmente, quais são os métodos para se entregar o produto final, nesse caso um filme de documentário. Num primeiro momento o diretor ensaia um trabalho onde o criador é tão forte quanto a criatura, ou seja, Martin Scorsese é figura marcante nos primeiros vinte minutos que chega a rivalizar com qualquer um dos membros da banda inglesa. No entanto, o que se vê depois, é o que, numa definição mais esdrúxula possível, poderíamos chamar de gravação de luxo do show, uma vez que tão poucas intervenções são feitas durante as mais de vinte músicas interpretadas - média muito próxima dos que os convencionais "dvds de shows" estão costumados a conter quando produzidos para o mercado fonográfico.

Essa não é, no entanto, uma tentativa de se diminuir o trabalho dos envolvidos na produção: as múltiplas câmeras instaladas no Beacon Theatre, onde aconteceram as gravações e o nome de um certo Robert Richardson na fotografia do filme entregam que a ótica cinematográfica não faltou ao pseudo-show-documentário. Mas não deixa de ser inquestionável essa prerrogativa acima descrita: afinal, o que classifica uma obra audiovisual como cinema? A catarse musical imposta pela estética definida pelo diretor vai ao encontro daquilo que Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ron Wood fazem no palco, e isso não seria um argumento frouxo para justificar a obra. Até por que, depois de um plano-seqüência final irretocável e fabuloso, fica praticamente impossível negar a habilidade de quem está por trás das câmeras.

Quem disse mesmo que documentários musicais também não foram feitos pra se pensar?




ficha técnica
Shine a Light
produção americana de 2008
dirigida por Martin Scorsese
com Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts, Ronnie Wood, Martin Scorsese, Bill Clinton
122' de duração

postado por HUDSON às 10:25 AM

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Sábado, Março 29, 2008

:: em cartaz ::
NÃO ESTOU LÁ




Não Estou Lá foi vendido - talvez não por seus produtores, mas pela própria mídia - como uma cinebiografia. E, bem, a "colagem" proposta pelo diretor Todd Haynes não pode ser dissociada da imagem de sua figura inspiradora, mas não fosse o contorno do rosto imerso na escuridão, já perto do fim, o músico Bob Dylan, objeto da obra, não teria uma contribuição visual direta - nem Robert Allen Zimmerman nem seu famoso codinome são sequer citados no roteiro. No filme, a personificação do cantor assume as posturas de seis vértices, que juntos, assumem a amálgama de Dylan.

Do menino negro Marcus Carl Franklin se extrai a infância no meio-oeste americano regado à influência de Woody Guthrie. Com Ben Whishaw, torna-se a figura de um jovem apaixonado questionado por seus valores, enquanto segue a estrada para se tornar o pop star vivido no segmento de Heath Ledger - que ganha a companhia da excelente Charlotte Gainsbourg como sua esposa. Christian Bale dá seus ares como o artista consolidado que, em uma fase mais intimista, recebe contornos religiosos, para com Richard Gere voltar a cidade natal numa espécie de exílio natural da idade mais avançada. Mas, de forma muito inusitada, é com a atriz Cate Blanchett, intérprete de Jude Quinn, que Dylan ganha o sopro de genialidade que o filme ensaia desde sua primeira cena. A princípio, fica fácil se questionar quanto à posição desse segmento como o mais forte: é com Cate que Todd Haynes constrói o Dylan mais emblemático, o personagem icônico que nunca se importou com a opinião pública, que compôs como um louco aqueles que se tornaram alguns dos maiores clássicos da música. Mas não é apenas no visual e sim na essência que se encontra a figura do beberrão, rebelde e questionador, que personificou seu rosto nos quatro cantos do mundo.

Basicamente o recado de Haynes foi dado: quem nunca - ou sempre - achou que poderia ser ou é algo muito além que uma pessoa só? 'I'm Not There', o título que veio da música, reflete o caminho assumido pelo filme. Mas é bastante óbvio que as referências pulam na tela a cada nova cena e que Não Estou Lá é muito mais do que aquilo que se consegue ver numa primeira olhada. Ao fim, a bomba estoura sobre a cabeça: dificilmente alguém sairá alheio à obra, a Dylan e às suas canções. E mais difícil ainda vai ser encontrar argumentos para se posicionar contra. Fica até mais fácil entender os versos de 'Mr. Jones' cantados há quase vinte anos: 'I wanna be Bob Dylan'.




ficha técnica
I'm Not There
produção americana de 2007
dirigida por Todd Haynes
com Cate Blanchett, Ben Whishaw, Christian Bale, Richard Gere, Marcus Carl Franklin, Heath Ledger
135' de duração

postado por HUDSON às 3:37 PM

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Terça-feira, Março 11, 2008

NOTAS DE RODAPÉ 11


- 4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias (4 luni, 3 saptamâni si 2 zile, 2007, de Christian Mungiu)

Em tempos de discussão sobre a legalização do aborto, é bastante pertinente o forte olhar do diretor romeno Christian Mungiu sobre a prática clandestina na Romênia do final da década de 80. É óbvio que tempo e espaço não se aplicam aos dias atuais, mas o fato é que com bastante sensibilidade o diretor consegue fugir do lugar comum ao colocar nas mãos da protagonista Otília, amiga da mulher que pratica o ato ilegal, os caminhos da história de Gabriela e de seu feto. O termo, por mais grotesco que possa parecer, vem a calhar com o que Mungiu mostra ao longo de seu filme: da decisão inquestionável, dos planos quase frustrados exibidos com um misto de temor e frieza, que culmina com aquilo se espera - ou não. Tudo muito gradualmente, mexendo como poucos com a cabeça do expectador.


- Antes de Partir (The Bucket List, 2007, de Rob Reiner)

Houve uma época em que Rob Reiner era ao menos um nome forte atrás de um filme. Mas o tempo passou e cada vez mais o diretor se esconde atrás de suas produções, cada vez mais fracas e desinteressantes. Nem mesmo boas idéias, como o caso de seu filme anterior, Dizem Por Aí, tiveram resultado dentro do mínimo esperado, fato que se repete com esse Antes de Partir. Não fosse a força dos nomes de Jack Nicholson e Morgan Freeman, certamente o filme passaria batido e ninguém notaria que Reiner esteve atrás das câmeras. A dupla de atores ergue a pífia história sobre dois moribundos que se encontram num quarto de hospital e mudam seus valores a partir de então. Se as lágrimas surgem ao final, não tenha dúvida: é uma ou outra cena que faz valer a pena.


- Maldita Sorte (Good Luck Chuck, 2007, de Mark Relfrich)

Um cara bonitão (que tem um melhor amigo feioso) gosta de curtir a vida a sério, quer se apaixonar e ter uma família - em contraponto ao amigo que não pega ninguém, mas quer ser o pegador. Ele tem uma maldição: a mulher de uma noite se transforma na esposa do próximo que fica com ela. Quando ele conhece a dos seus sonhos (Jéssica Alba, quem mais poderia ser?) vem o dilema: ficar com ela e correr o risco do próximo ser o dono do coração da amada ou fugir da relação? Pingüins e uma seqüência de sexo, sexo e mais sexo complementam o tom da comédia. Pastelão de primeira, pra ver quando você já se cansou daquela lista extensa de filmes cults que você curtiu no mês passado. É ruim demais, mas não ofende, né?

postado por HUDSON às 10:36 PM

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Sábado, Março 08, 2008

:: em cartaz ::
O ORFANATO




Como um bom descendente dos suspenses espanhóis, O Orfanato não é somente uma encomenda que amedronta e faz assustar: por trás de sua história simplória sobre o sumiço de uma criança há um bom filme sobre maternidade e laços familiares - nem sempre sangüíneos - que unem as pessoas. E é em cima dessa temática que o diretor J.A. (de Juan Antonio) Bayona faz crescer sua obra. Há quem enxergue certa semelhança com o primo-rico (produção americana) Os Outros, que Alejandro Amenábar dirigiu em 2001, e a comparação, ainda que óbvia e inevitável, vai bem além do fato de ser um suspense vindo da Catalunha, uma vez que os dois guardam uma mesma estrutura de roteiro - com o desvendar-surpresa no apagar das luzes, num cenário claustrofóbico - encerrado em uma direção que, se não é inventiva, ao menos cumpre seu papel com bastante sucesso.

A história se concentra na vida de Laura, uma balzaquiana que junto com o marido e o filho, Simon, volta ao orfanato onde cresceu até ser adotada, para viver ali e fazer retornar ao local um abrigo para crianças carentes. Com o passar do tempo, às vésperas do local voltar a funcionar, o menino desaparece e a busca incessante e desenfreada da mãe pelo filho acarreta numa séria de acontecimentos que desenterra o passado do local numa seqüência de ações aos poucos apresentada.

Belén Rueda, em uma atuação primorosa, é quem comanda o espetáculo, mas não se pode esquecer da mão do estreante Bayona, que em seu primeiro filme não procura estripulias e faz aquilo que se espera dele para criar a atmosfera densa e gélida que o próprio filme pede. A ação, quase toda encenada dentro de um prédio que por si só já reserva boa dose de apreensão, ganha contornos dramáticos e sustos que vão desde sugestões à visões estarrecedoras. Em uma seqüência em especial, o diretor faz o dever de casa: sem cortes, ele conduz a câmera ora na protagonista, ora no que acontece fora do quadro dela, deixando o expectador ciente do que está por vir e ainda assim não ameniza o impacto do fato, pelo contrário, a espera acaba resultando numa angústia ímpar.

Como um bom exemplar de um gênero cinematográfico quase sempre ingrato, O Orfanato traz um roteiro que tem suas falhas e pontas que mesmo após a cena-chave não conseguem se amarrar, mas como todo bom suspense, consegue a consistência necessária para se sacramentar como um filme memorável. Depois dele, ninguém jamais ousará sair por aí gritando "1, 2, 3, bata na parede".




ficha técnica
El Orfanato
produção espanhola de 2007
dirigida por J. A. Bayona
com Belén Rueda, Fernando Cayo, Roger Príncep, Edgar Vivar, Geraldine Page
100' de duração

postado por HUDSON às 4:29 PM

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Segunda-feira, Março 03, 2008

ALFRED 2007
:: premiados ::



O prêmio mais cool-cult-divertido do cinema brasileiro não é, nem nunca foi, o Kikito de Gramado ou Candango de Brasília, mas o Alfred, prêmio dado há 5 anos pela comunidade blogueira aos melhores filmes estreados em solo brasileiro durante o ano inteiro. Nessa edição, Jogo de Cena, Medos Privados em Lugares Públicos, Império dos Sonhos, Maria e Zodíaco duelavam pelo prêmio principal, e pela primeira vez desde sua criação, o representante nacional, o pseudo-documentário do mestre Eduardo Coutinho , foi eleito o melhor filme de 2007. O filme também foi eleito o melhor filme brasileiro do ano, ficando à frente do prestigiado Tropa de Elite.

O diretor francês Alain Resnais foi eleito o melhor diretor, Laura Dern melhor atriz e Wagner Moura o melhor ator. Entre os premiados nas 20 categorias também estão filmes como O Hospedeiro, Maria Antonieta e Ratatouille. A lista completa com indicados e vencedores está no site da Liga dos Bloues Cinematográficos.

postado por HUDSON às 10:55 PM

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Domingo, Março 02, 2008

:: primeira-mão ::
UM BEIJO ROUBADO




Era só pra ser a estréia do cultuado diretor Wong Kar Wai em um filme de língua inglesa, mas acabou se transformando num turbilhão de debuts quando a cantora Norah Jones aceitou o convite dos produtores (nenhum americano) para protagonizar a história - ela sempre foi a única opção para o papel - e a também cantora Cat Power assumiu a outra ponta, numa coadjuvante de poucas cenas, mas ouvida a todo instante com "The Greatest". A união do trio aos célebres Jude Law, Rachel Weisz, Natalie Portman e David Strathairn poderia resultar num tom bizarro, daqueles célebres filmes que de tantas constelações começa a soar como uma guerra de egos inflados, mas não é exatamente dessa forma que o filme se apresenta.

Um Beijo Roubado é seguramente um filme de menor impacto do mestre chinês se comparado a sua extensa filmografia asiática, mas nem por isso destoa de seus trabalhos anteriores ou perde o charme perante clássicos como Amor à Flor da Pele e Amores Expressos. O diretor consegue manter sua atmosfera inebriante ao filmar um gênero que os americanos conhecem bem: o road-movie. Nele, a protagonista Elizabeth vai de Nova York à Las Vegas, passando pelo meio-oeste dos Estados Unidos, conhecendo pessoas e situações com as quais nunca tinha convivido até descobrir que seu lugar é onde sempre esteve. Seria um chavão, não fosse a boa condução do roteiro, principalmente no que diz respeito aos fantásticos coadjuvantes que a história apresenta. Todos eles cruzam o caminho da personagem principal agregando a ela algum significado que justifica a sua jornada pelo continente, numa descoberta de sentimentos e pesares que, se já eram óbvios para a própria Elizabeth, salta aos olhos do expectador em meio à calmaria imposta pela atuação da estreante Norah. Dizer que a cantora tem talento nato para o cinema é arriscar um palpite muito forte para uma iniciante, mas num papel feito sob medida para ela, é inegável seu bom desempenho na telona. O que ocorre, no entanto, é que essa mansidão frente às situações por ela enfrentada acarreta num contraste sem tamanho em relação aos demais personagens, e aí, não há escolha: Rachel Weisz e Natalie Portman brilham em suas participações como uma mulher que tem um conturbado relacionamento com o ex-marido - interpretado pelo sempre ótimo David Strathairn - e uma jovem viciada nos cassinos de Vegas, respectivamente.

O tal beijo roubado do título se deve ao nascente relacionamento entre a protagonista e Jeremy, vivido por Jude, o dono de um café em Nova York que aguarda a chance de ver novamente a mulher pelo qual nutre uma daquelas paixões gostosas de serem vividas: sem perspectiva, sem planos ou projetos, sem choro ou dor de cotovelo, mas que faz suspirar e esperar pela oportunidade de vivenciá-la. Os dois constroem uma espécie de suporte um para o outro quando se vêem numa ciranda de relacionamentos frustrados, numa cumplicidade ímpar que gera alguns belíssimos momentos, como a cena da descoberta das chaves abandonadas no café Klyuch.

A predileção por um cinema de slow motion, visto por vidraças e fotografado pela maestria de sempre de Darius Khondji pode não agradar aos mais ortodoxos que não festejam Wong Kar Wai. Mas aí, não há nada de errado, é só uma predileção. Como as tortas de blueberry.




ficha técnica
My Blueberry Night
produção franco-chinesa de 2007
dirigida por Wong Kar Wai
com Norah Jones, Jude Law, David Strathairn, Rachel Weisz, Natalie Portman
111' de duração

postado por HUDSON às 11:45 AM

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Sábado, Março 01, 2008

SÉRIE EPÍLOGOS

"Demorou quase um ano pra chegar aqui. Não foi tão difícil cruzar a rua no final. Só depende de quem o está esperando no outro lado."

Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights, EUA, Hong Kong/China/França) de Wong Kar Wai



Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008

OSCAR 2008
:: premiados ::


Martin Scorsese passa a 'guarda' para os irmãos Joel e Ethan Coen


Ameaçada ao longo dos meses pela greve dos roteiristas, a 80ª festa de cerimônia do prêmio da Academia de Artes e Ciência de Hollywood, o Oscar, aconteceu no domingo passado e resgatou o brilho e a diversão de todo final e início de ano, que havia perdido espaço quando do cancelamento dos Globos de Ouro, em janeiro passado. Entre os premiados, algumas surpresas na categoria de atuação e a consagração de Onde os Fracos Não Tem Vez, a epopéia fantástica dirigida pelos irmãos Coen, que já haviam vencido a categoria de melhor roteiro adaptado com Fargo, em 1996, mas que dessa vez abocanharam nada menos do que três prêmios em quatro possíveis: filme, direção e roteiro adaptado - além de dar ao espanhol Javier Bardem a merecidíssima estatueta de melhor coadjuvante.

A consagração do filme não abriu precedentes para os demais concorrentes na categoria principal, que se contentaram com prêmios 'menores': Juno ficou com o prêmio de melhor roteiro original, Conduta de Risco com atriz coadjuvante, Desejo e Reparação com o de trilha sonora e Sangue Negro com fotografia e ator, para Daniel Day-Lewis. As categorias de atuação, por sinal, reservaram os maiores surpresas da noite, premiando a britânica Tilda Swinton com o Oscar de coadjuvante e a francesa Marion Cotillard, pelo encantador desempenho como Edith Piaf no filme Piaf - Um Hino ao Amor. Essa foi apenas a terceira vez na história da Academia que uma atuação falada em língua não-inglesa ficou com a estatueta de vencedor. Antes de Marion, apenas os italianos Roberto Benigni e Sophia Loren levaram a melhor.

Nesta 80ª edição do Oscar, vários trechos de cerimônias antigas foram exibidos durante a ida para os intervalos e antecedendo a entrega de prêmios, num revival que engrandeceu a noite presidida por Jon Stewart. O Epílogo adianta agora, uma listinha de dez títulos que devem figurar na premiação de 2009 - e roteiristas, produtores, estúdios, diretores, atores, a sucessão eleitoral norte-americana ou quem quer que seja não atrapalhar o andamento dessas produções:


REVOLUTIONARY ROAD
Reunião do casal Titanic, Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, sob a batuta do diretor Sam Mendes na adaptação de um best-seller centrado na vida de um casal da década de 50 que passa por um período de crise.
Dirigido por Sam Mendes
Com Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Kathy Bates
Possíveis indicações: Filme, diretor, roteiro adaptado, ator (Leonardo DiCaprio) e atriz (Kate Winslet, atriz coadjuvante (Kathy Bates)

BLINDNESS
Segunda produção itnernacional do diretor brasileiro Fernando Meirelles, que dessa vez segura as rédeas da adaptação do cultuado "Ensaio Sobre a Cegueira", de José Saramago.
Dirigido por Fernando Meirelles
Com Julianne Moore, Mark Ruffallo, Danny Glover, Alice Braga
Possíveis indicações: Filme, diretor, roteiro adaptado, atriz (Julianne Moore), ator (Mark Ruffallo)

AUSTRÁLIA
Primeira incursão de Baz Luhrmann depois de Moulin Rouge. Trata-se de um épico situado na Oceania que se passa pouco antes da Segunda Guerra Mundial, mostrando a união de uma aristocrata inglesa e um vaqueiro. O filme chegou a ser descrito como "o novo ...E o Vento Levou", tamanha grandiosidade da produção.
Dirigido por Baz Luhrmann
Com Nicole Kidman, Hugh Jackman
Possíveis indicações: Filme, diretor, roteiro original, atriz (Nicole Kidman), ator (Hugh Jackman)

THE SOLOIST
Uma das grandes apostas da Miramax para esse ano, o filme dirigido por Joe Wright (dos excelentes Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação) é baseado nos artigos escritos pelo colunista do L.A. Times, Steve Lopez sobre o músico sem-teto e esquizofrênico Nathaniel Ayers, com roteiro de Susannah Grant.
Dirigido por Joe Wright
Com Robert Downey Jr, Jamie Foxx, Catherine Keener, Rachel Harris
Possíveis indicações: Filme, diretor, roteiro original, ator (Jamie Foxx)

THE CHANGELING
O maior papa-indicações dos anos 2000 (em seu eterno embate com Martin Scorsese), Clint Eastwood filma a história de uma mulher que tem o seu filho seqüestrado e quando o garoto volta para casa, ela acredita que ele não é realmente o seu filho. Baseado em eventos reais.
Dirigido por Clint Eastwood
Com Angelina Jolie, John Malkovich, Amy Ryan
Possíveis indicações: Filme, diretor, atriz (Angelina Jolie)

OPERAÇÃO VALQUÍRIA
Gravemente ferido em combate, o coronel alemão Claus von Stauffenberg retorna para a África para se juntar à resistência alemã e ajudar a criar a Operação Valkyrie, um complexo plano que irá permitir a substituição de Hitler no poder assim que ele estiver morto. É a volta do diretor Bryan Singer aos bons dramas sem super-heróis.
Dirigido por Bryan Singer
Com Tom Cruise, Tom Wilkinson, Terence Stamp, Stephen Fry
Possíveis indicações: Filme, diretor, roteiro adaptado, ator (Tom Cruise)

THE READER
A britânica Kate Winslet substitui a diva Nicole Kidman na primeira direção de Stephen Daldry depois do sublime As Horas. O filme é baseado no besteller de 1995 "O Leitor", do autor alemão Bernhard Schlink. Ambientado na Alemanha do pós-guerra, o romance envolve uma mulher que tem um caso amoroso com um garoto de 15 anos, que, posteriormente descobre que ela é ré em um julgamento por crimes de guerra ligados ao Holocausto. A adaptação fica a cargo de David Hare e a produção de Scott Rudin, a mesma dupla de As Horas.
Dirigido por Stephen Daldry
Com Kate Winslet, Ralph Fiennes, Bruno Ganz
Possíveis indicações: Filme, diretor, roteiro adaptado, atriz (Kate Winslet), ator (Ralph Fiennes) ,ator coadjuvante (Bruno Ganz)

FROST/NIXON
Filme político da safra 2008, em que Frank Langella interpreta o ex-presidente norte-americano Richard Nixon, que em uma série de entrevistas ao programa de TV apresentado por David Frost, assume a culpa pelo escândalo de Watergate. O ator, que há anos vem sempre comendo por fora nas indicações da Academia, é um grande favorito.
Dirigido por Ron Howard
Com Frank Langella, Kevin Bacon, Sam Rockwell, Michael Sheen, Matthew MacFayden
Possíveis indicações: Filme, diretor, roteiro adaptado, ator (Frank Langella), ator coadjuvante (Michael Sheen)

THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON
Esquecido neste ano pelo ótimo Zodíaco, David Fincher pode finalmente conseguir sua merecida indicação com o curioso filme baseado na obra de F. Scott Fitzgerald, sobre um homem que após chegar aos 80 anos de idade, misteriosamente começa a rejuvenescer.
Dirigido por David Fincher
Com Brad Pitt, Cate Blanchett, Tilda Swinton
Possíveis indicações: Filme, diretor, roteiro adaptado, ator (Brad Pitt), atriz coadjuvante (Cate Blanchett)

TROPA DE ELITE
Aconteceu há quatro anos com Cidade de Deus. Depois do Urso de Ouro em Berlim, os irmãos Weinstein, responsáveis pela divulgação do filme em solo norte-americano, passaram a apoiar ainda mais a idéia; potencial técnico e artístico não faltam ao filme. É esperar pra ver.
Dirigido por José Padilha
Com Wagner Moura, Caio Junqueira
Possíveis indicações: Filme, diretor, roteiro adaptado.

e mais:

● finalmente Natalie Portman e Scarlett Johansson vão duelar em The Other Boleyn Girl Meryl Streep tem três filmes em jogada na tentativa de conseguir sua 15ª indicação e um eventual terceiro prêmio. Um deles, Doubt, também está cotado em outras categorias ● é bom não se esquecer de Pedro Almodóvar com Los Abrazos Rotos, novamente com Penélope Cruz ● depois do cruel falecimento de Heath Ledger, crescem as expectativas para um Oscar póstumo por O Cavaleiro das Trevas Steven Soderbergh deixa a brincadeira de lado para falar de Che Guevara em The Argentine e Guerrilla. Benício Del Toro dá vida ao herói cubano ●

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créditos para o Marfil, companheiro da Liga que dirige o Spoiler, que acompanha os futuros indicados, mês a mês, bem aqui.

postado por HUDSON às 8:16 PM

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Domingo, Fevereiro 24, 2008

OSCAR 2008

"Você poderia checar novamente o envelope?"

Martin Scorsese, ao ser anunciado o melhor diretor de 2007, depois de cinco indicações anteriores como diretor e duas como roteirista.

postado por HUDSON às 1:38 PM

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OSCAR 2008

"Quando a Academia me convidou, eu entrei em pânico! Pensei que talvez eles quisessem seus Oscar de volta."

Woody Allen, na única vez que esteve no palco de uma cerimônia, em 2002, mesmo vencedor das estatuetas de roteiro por "Hannah e Suas Irmãs", em 1986, e direção e roteiro de "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", em 1978.

postado por HUDSON às 12:33 PM

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Sábado, Fevereiro 23, 2008

OSCAR 2008

"Essa é uma noite em que eu gostaria de fumar e ficar bêbada."

Grace Kelly, ao receber a estatueta de Melhor Atriz em 1955.

postado por HUDSON às 7:55 PM

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ESTRÉIAS 2008


13/06
Fim dos Tempos
O Incrível Hulk
A Outra
Lírios D'Água
1958


06/06
Sex and the City
Antes que o Diabo Saiba Que Você Está Morto
Joy Division


30/05
As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian
Um Amor Para Toda Vida
Corpo
A Quase Verdade


16/05
O Melhor Amigo da Noiva
Efeito Dominó
Longe Dela
Film Noir
O Tempo e o Lugar
Bodas de Papel


09/05
Speed Racer
O Banquete do Amor
5 Frações de uma Quase História
O Último Bandeneon


30/04
O Sonho de Cassandra
Homem de Ferro
Maratona do Amor
Zona do Crime
Desonra
Condor


25/04
Pecados Inocentes
Hanna Montana e Myley Cyrus - Show: O Melhor de Dois Mundos
Encurrlados
Três Vezes Amor
Otávio e as Letras
O Romance do Vaqueiro Voador


18/04
Os Reis da Rua
Quebrando a Banca
Falsa Loura
Serras da Desordem


11/04
Um Beijo Roubado
Um Plano Brilhante
Um Sonho Dentro de um Sonho
Estômago
Imagens do Além
Fôlego
Treinando o Papai
Meu Nome é Taylor, Dillbit Taylor
A Vida Começa aos 40


04/04
The Rolling Stones - Shine a Light
Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro
Awake - A Vida Por um Fio
Maré, Nossa História de Amor
O Sol
Longo Amanhecer


28/03
Jumper
Atos que Desafiam a Morte
À Procura de Vingança
Paixão Proibida
Traídos pelo Destino
Partículas Elementares
Irina Palm
Serras da Desordem


21/03
Não Estou Lá
Chega de Saudade
A Família Savage
Um Amor de Tesouro
As Crônicas de Spiderwick
Delírios


14/03
Ponto de Vista
O Olho do Mal
Horton e o Mundo dos Quem
2 Dias em Paris
Juízo
O Banheiro do Papa
Sinal


08/03
O Orfanato
10000 a.C.
Sicko - SOS Saúde
Angel
A Morte de George W. Bush
Em Pé de Guerra
Cada um com seu Cinema
Desaparecidos
Fim da Linha


29/02
Jogos do Poder
XXY
A Era da Inocência
Palaróides Urbanas
Rambo IV
Espartalhões


22/02
Juno
Na Natureza Selvagem
Senhores do Crime
Antes de Partir
Maldita Sorte
Persépolis


15/02
Elizabeth - A Era de Ouro
Sangue Negro
Os Indomáveis
Vestida Para Casar
O Som do Coração
Velocidade Sem Limites


08/02
Cloverfield - Monstro
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet


01/02
Onde os Fracos Não Tem Vez
Sexo com Amor?
Meu Monstro de Estimação
Ao Lado da Pianista


25/01
4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias
O Gangster
Paranoid Park
A Lenda do Tesouro Perdido - Livro dos Segredos
O Signo da Cidade


18/01
O Caçador de Pipas
Eu Sou a Lenda
A Quase Verdade
Os Seis Signos da Luz
Unidos Pelo Sangue


11/01
Desejo e Reparação
O Suspeito
O Diário de uma Babá
Alien vs. Predador 2
Garoto Cósmico
Mulheres Sexo Verdades Mentiras
A Espiã
Allegro


04/01
Meu Nome Não é Johnny
Coisas Que Perdemos Pelo Caminho
Alvin e os Esquilos
PS. Eu Te Amo
P2 - Sem Saída


FILMES COMENTADOS


Antes do Pôr-do-Sol
À Procura da Felicidade
Babel
Boa Noite, e Boa Sorte.
Borat
Bubble
Caiu do Céu
Cazuza
O Céu de Suely
O Código Da Vinci
A Conquista da Honra
Crash - No Limite
Dália Negra
A Dama na Água
O Diabo Veste Prada
Diários de Motocicleta
Dreamgirls - Em Busca de um Sonho
Efeito Borboleta
Encontros e Desencontros
Espíritos
Guerra dos Mundos
Hollywoodland
Os Infiltrados
A Intérprete
It - Uma Obra Prima do Medo
O Jardineiro Fiel
Johnny e June
Longe do Paraíso
O Maior Amor do Mundo
Manderlay
Manhattan
Mar Adentro
Maria Antonieta
Match Point
Melinda e Melinda
Motoqueiro Fantasma
Notas Sobre um Escândalo
O Outro Lado da Rua
Ó Paí, Ó
Pecados Íntimos
A Rainha
Se eu Fosse Você
O Segredo de Brokeback Mountain
Sin City
Team America: Detonando o Mundo
Tudo Acontece em Elizabethtown
Tudo em Família
Turistas
A Última Noite
Volver
Vôo United 93


TEXTOS ESPECIAIS


Os Melhores Filmes Que Perderam o Oscar
Então é Natal
A Magia do Cinema
O Romance Proibido