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Informações, comentários e pequenas notas sobre filmes e tudo o que cerca a sétima arte, por Hudson Dalbem, mero estudante universitário e amante inveterado do cinema TOP 10 - 2007 TOP 10 - 2006 TOP 10 - 2005 TOP 10 - 2004 SITES E BLOGS HISTÓRICO
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Quinta-feira, Abril 20, 2006
A comissão responsável pela 59ª edição do Festival de Cannes divulgou hoje a lista dos filmes que serão exibidos. Alguns filmes esperados para a disputa da Palma de Ouro deste ano acabaram ficando de fora - como os inacabados Inland Empire, de David Lynch, e The Fountain, de Darren Aronosky - no entanto, alguns dos grandes nomes do cinema vão defender seus novos trabalhos: Pedro Almodóvar com Volver, Sofia Coppola com Maria-Antonieta, Nanni Moretti com Il Caimano e Alejandro González Iñárritu com Babel. A lista ainda contém os novos filmes de Richard Kelly, Aki Kaurismaki, Paolo Sorrentino, Ken Loach e Guillermo Del Toro. O cineasta norte-americano Richard Linklater já saiu na frente, exibindo dois filmes no Festival: a ficção científica A Scanner Darkly na mostra Un Certain Regard, e o drama Fast Food Nation na competição oficial. Dois filmes que despertam interesse há tempos, uma vez que o primeiro é baseado em texto de Philip K. Dick, filmado com o mesmo processo de Waking Life, e o segundo já enfrenta uma batalha das grandes redes de fast food que querem proibir a exibição do filme, por mostrar alguns dos problemas causados por este tipo de comércio na sociedade americana. O júri oficial, presidido pelo cineasta Wong Kar Wai, e formado pelas atrizes Monica Bellucci, Helena Bonham-Carter e Zhang Ziyi, pelos atores Samuel L. Jackson e Tim Roth, e pelos diretores Patrice Leconte, Tim Roth e Lucrecia Martel, ainda verá de camarote a invasão americana com as exibições dos mega blockbusters O Código Da Vinci, que abrirá o Festival, X-Men 3 e da animação Os Sem-Florestas. Entre os curta-metragens, o brasileiro Eduardo Valente, que saiu com o troféu de melhor filme em 2002 com Um Sol Alaranjado, novamente competirá com O Monstro. Fora de competição, os diretores François Ozon, Gaspar Noé e Jane Campion exibirão os seus Un lever de Rideau, Sida e The Water Diary, respectivamente. No total serão exibidos 55 filmes representanto 30 países. O mestre de cerimônias Vincent Cassel abrirá o Festival no dia 17 e o encerrará em 28 de maio. Confira abaixo a lista completa dos concorrentes ao prêmio máximo: VOLVER, de Pedro Almodóvar (Espanha) RED ROAD, de Andrea Arnold (Inglaterra/Dinamarca) LA RAISON DU PLUS FAIBLE, de Lucas Belvaux (França/Bélgica) INDIGÈNES, de Rachid Bouchareb (França/Argélia) IKLIMLER, de Nuri Bilge Ceylan (Turquia) MARIA-ANTONIETA, de Sofia Coppola (EUA) JUVENTUDE EM MARCHA, de Pedro Costa (Portugal) EL LABERINTO DEL FAUNO, Guillermo Del Toro (México/Espanha/EUA) FLANDRES, de Bruno Dumont (França) SELON CHARLIE, de Nicole Garcia (França) QUAND J'ÉTAIS CHANTEUR, de Xavier Giannoli (França) BABEL, de Alejandro González Iñárritu (EUA/Marrocos) LAITAKAUPUNGIN VALOT, de Aki Kaurismaki (Finlândia) SOUTHLAND TALES, de Richard Kelly (EUA) FAST FOOD NATION, de Richard Linklater (EUA) THE WIND THAT SHAKES THE BARLEY, de Ken Loach (Irlanda/Inglaterra) SUMMER PALACE, de Ye Lou (China/França) IL CAIMANO, de Nanni Moretti (Itália/França) L'AMICO DI FAMIGLIA, de Paolo Sorretino (Itália) | Segunda-feira, Abril 17, 2006
SÉRIE EPÍLOGOS por Mateus Nagime "Depois daquilo ficou bem tarde e nós tivemos que ir, mas foi ótimo ver Annie de novo. Eu... eu percebi que pessoa maravilhosa ela era, e... e quanta diversão era somente conhecer ela. E eu... eu, eu pensei naquela velha piada, sabe... Esse... esse cara vai para o psiquiatra e diz: "Doutor, uh, meu irmão é louco. E ele pensa que é uma galinha". E, uh, o doutor pergunta: "Bem, por que você não interna ele?". O cara responde: "Eu iria, mas eu preciso dos ovos". Bem, é mais ou menos assim que eu me sinto quanto a relacionamentos. Sabe, eles são totalmente irracionais, e loucos, e absurdos, e... mas, uh, eu acho que nós continuamos a passar por eles porque, uh, a maioria de nós... precisa dos ovos". Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, EUA, 1977) de Woody Allen | Terça-feira, Abril 11, 2006
NOTAS DE RODAPÉ 6 - Evil - Raízes do Mal (Ondskan, 2003, de Mikael Häfstrom) Finalista na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2004, representando a Suécia, este filme narra a história do jovem Erik, um adolescente rebelde e violento que, mandado para um colégio interno por sua mãe, tenta se adaptar às regras do local. Com grande habilidade na direção, o diretor Mikael Häfstrom conduz a história com bons movimentos de câmera - as três cenas iniciais são de encher os olhos - e arranca uma boa atuação de seu protagonista. A ação tenta justificar o que David Cronenberg fez melhor no ano passado: encarar a violência como algo enraizado, próprio do ser-humano, mas não deixa de ser um belíssimo trabalho. - Assassinos por Natureza (Natural Born Killers, 1994, de Oliver Stone) Há algo de incrivelmente interessante e grotesco neste trabalho de Oliver Stone: ao mesmo tempo em que o tom lisérgico e pulsante do filme consegue reunir as mais diversas áreas de uma produção cinematográfica para contar sua história - narrativa, direção, fotografia, trilha sonora, atuações e todo o resto andam em consonância todo o tempo - o ritmo exageradamente repetido ao longo das duas horas de projeção caminha para o irritante. É impossível sair ileso ao fim do filme, sem se sentir afetado pela viscerabilidade apresentada, lembrando muito a manipulação promovida por Lars Von Trier nos seus Dançando no Escuro e Ondas do Destino. - A Garota da Vitrine (Shopgirl, 2005, de Anand Tucker) Steve Martin, em crise de meia-idade, escreveu um romance, roteirizou e entregou nas mãos do diretor Anand Tucker. Nele, o ator, com o pseudônimo de Ray Porter, se apaixona por uma jovem que trabalha em um shopping de Los Angeles. Só. O ator se segura para não fazer caretas, Jason Schwartzman reprisa o personagem de todos seus trabalhos anteriores e... bem, Claire Danes já provou que é uma boa atriz. Mas ninguém está interessado em uma outra história de descobertas, erros e acertos, enquanto se está buscando por um caminho na vida, se não há sequer um atrativo que não deixa o filme tão trivial. Não é ruim, mas nem consegue ter seus momentos de glória. - Cronicamente Inviável (idem, 2000, de Sérgio Bianchi) Sérgio Bianchi deveria se dedicar mais à sociologia, e menos ao cinema. Sua predileção por temas tão complicados em se tratar como diferenças étnicas e financeiras, principalmente as que permeiam a sociedade brasileira, são tratadas de formas exageradamente simplistas por ele. Além de injustificável - os papéis sociais são traçados de forma unilaterais, os diálogos escorregam entre o duvidoso e o sem-sentido, auxiliados por uma penca de atores que parecem declamar um texto literalmente retirado do Manifesto Comunista - a narrativa peca por uma estrutura sem organização, confusa e forçada. Não serve nem como aula expositiva. - A Era do Gelo 2 (Ice Age 2: The Meldtown, 2006, de Carlos Saldanha) Superação é o codinome das continuações dos filmes de animação. Foi assim com Toy Story, Shrek e agora A Era do Gelo 2. Dirigido por Carlos Saldanha, a continuação do sucesso de 2002 conseguiu ser ainda mais rentável e melhor. A história percorre os caminhos de Sid, Manny e Diego, que agora têm seus dramas pessoais como obstáculos principais enquanto fogem do vale ondem viviam, que está derretendo graças às elevadas temperaturas. Dessa vez o esquilinho Scrat se torna eixo fundamental à ação do filme, além de continuar roubando a cena. Na versão brasileira, destaque para a dublagem de Cláudia Jimenez como uma mamute descerebrada. | Sexta-feira, Abril 07, 2006
FILMES DE MARÇO
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