Informações, comentários e pequenas notas sobre filmes e tudo o que cerca a sétima arte, por Hudson Dalbem, mero estudante universitário e amante inveterado do cinema




Quarta-feira, Setembro 27, 2006

FESTIVAL DO RIO 2006
"Quando a montanha vai até Maomé" ou "Santa tecnologia!"



THE WIND THAT SHAKES THE BARLEY
(idem, 2006, de Ken Loach)


O diretor britânico Ken Loach competiu por oito vezes em Cannes, até que levasse a Palma de Ouro para casa com The Wind That Shakes the Barley, neste ano. E a insistência talvez seja a maior explicação para o prêmio: o drama irlandês que retrata a guerra entre os habitantes da colônia e os ingleses em 1920 é eficiente em sua trama, que reúne dois irmãos com visões distintas sobre a batalha e que acabam se unindo a favor da pátria, mas que se torna lugar-comum comparado com outros tantos exemplares feitos por outros grandes cineastas. É correto, mas nunca chega a encher os olhos.


A PROMESSA
(The Promise, 2005, de Chen Keige)


Já faz quase seis anos que O Tigre e o Dragão surgiu e os cineastas do oriente continuam a fazer seus híbridos para exportação. Parece que há uma cartilha para se seguir e de lá para cá a coisa piorou muito: junte uma boa quantidade de ação (lutas marciais e pessoas com habilidade sobre-humana de preferência), um romance complicado e dois grupos distintos brigando por algum tipo poder. Enfie tudo num pacote visualmente impressionante - fotografia, direção de arte e som funcionam de forma impactante - que vai ser bem fácil enganar um punhado de crítico acostumado a engolir enlatados americanos.


O TIGRE E A NEVE / O BALCONISTA 2
(La Tigre e la Neve, 2005, de Roberto Benigni / Clerks II, 2006, de Kevin Smith)


Se depois de uma aclamação mundial sua carreira vai parar no limbo, o que fazer? Filmar uma continuação do mega-sucesso ou reeditar o tema com um novo pano de fundo. Roberto Benigni e Kevin Smith sabem muito bem disso. O cineasta italiano deixa a Segunda Guerra Mundial para trás e vai parar no Iraque para mostrar que em meio ao caos gerado pelos EUA por lá é possível surgir um amor arrebatador. Porém, as piadas não têm o apelo inocente de outrora, quando o pequeno Giosué encantou platéias em A Vida é Bela, e Benigni já não engana mais ninguém. O caso de Smith é ainda pior: de ícone do cinema cult independente o diretor virou um petardo de mau-gosto, digno dos piores besteiróis americanos ao retomar a história dos amigos - agora trintões - que discutem filosofia pop atrás de um balcão de loja de conveniência.


C.R.A.Z.Y - LOUCOS DE AMOR
(C.R.A.Z.Y., 2005, de Jean-Marc Vallée)


Tocante filme canadense que acompanha os passos de uma família através dos olhos do quarto de um total de cinco irmãos. Zac cresce sufocado durante os anos 60, decorrência de um trauma logo após o nascimento, segue o caminho inverso dos demais adolescente dos anos 70 e vê o irmão mais velho se afundar nas drogas nos anos 80, quando completa sua maioridade. O diretor Jean-Marc Vallée põe no caminho do protagonista muitos dramas pessoais e familiares, numa espécie de autobiografia permeada de boa música e muita sensibilidade.


AMIGAS COM DINHEIRO
(Friends With Money, 2006, de Nicole Holofcener)


A diretora Nicole Holofcener reflete de forma bastante sucinta sobre dinheiro, sucesso e boa conduta profissional num grupo de quatro amigas: três cheias da grana e uma que se sujeita a bicos como doméstica para sobreviver. Em todas as histórias, no entanto, problemas pessoais estão alheios à quantidade de zeros na conta bancária e o fator sorte é sim determinante para que as coisas se encaixem. O humor rasteiro torna o filme bastante simpático que ganha força com as boas atuações de Jennifer Aniston e Frances McDormand.

postado por HUDSON às 10:28 PM

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Segunda-feira, Setembro 25, 2006

ANO NOVO, VIDA NOVA

Ainda estamos em 2006, mas dois anos se passaram e o Epílogo implorava por uma repaginada. Ainda em fase de testes, a "nova cara" traz principalmente maior organização: os amigos estão linkados do lado esquerdo - não deixe de visitá-los! -, a Liga dos Blogues ganha crédito, os meus arquivos mais acessibilidade e eu uma área maior para falar do que realmente interessa. Talvez as fotografias pareçam um tanto quanto descentralizadas, visualmente incômodas, principalmente na área de arquivos. Mas prometo que "agora a coisa vai"!



Domingo, Setembro 24, 2006

O DIABO VESTE PRADA


(The Devil Wears Prada, 2006, de David Frankel)


Quando você se permite, numa sala escura de cinema, a sétima arte acaba se tornando a maior de todas as representações artísticas, justamente por sua aproximação com os sentimentos humanos. O gostinho de felicidade perante um amor concretizado, o caos inerente aos acontecimentos dramáticos do dia-a-dia e suas fatalidades, a diversão que chega de onde só poderiam vir lágrimas. Tudo isso atinge o homem - novamente, àqueles que se permitem - com muita força. A velha história da "vida imita a arte" ou a "arte imita a vida". E aí, parar duas horas frente a uma tela gigante, pode acabar sendo o ponto alto de uma semana conturbada.

Eu poderia me debruçar sobre alguns parágrafos para falar das qualidades de O Diabo Veste Prada, filme baseado no livro homônimo de Lauren Weisberger, uma ex-assistente de moda da revista Vogue, cuja experiência lhe valeu esse best-seller americano. Poderia falar sobre as várias óticas que o roteiro permite: o embate entre a editora da maior revista americana de moda e sua subalterna, da simbologia de Davi e Golias, da descoberta daquilo que você é e do que pode se tornar, do que é capaz de fazer de acordo com as regras a qual você esteja submetido, de escrúpulos, ética profissional, obstinação, caráter, do quanto você é humano e do quanto julga aquilo que lhe parece ser. Poderia lembrar que ninguém além de Meryl Streep está apta a demonstrar sentimentos tão díspares com um só olhar, mas que - thank, God! - existe a doçura de uma Anne Hathaway para dividir o brilho com a dama do cinema. Não poderia esquecer de uma Nova York brilhantemente fotografada, de uma direção competente e de uma edição esperta, acompanhada de uma excelente trilha sonora adaptada (U2, Moby, Jamiroquai, Alanis Morissete... até Madonna funciona!) que pulsa junto com o ritmo do filme.

No final das contas não importa muito se você não entende de moda e até hoje não descobriu por que as mulheres desfilam com chapéus de pena de pavão ou com aqueles vestidos inexplicáveis sendo que nas ruas - até mesmo as de Nova York - e nas vitrines das lojas não é isso que se encontra. Cinema é se permitir. Goste você da rajada de balas do Chuck Norris, do sentimentalismo do Spielberg ou dos quebra-cabeças do David Lynch. O que vale mesmo é estar de peito aberto e sentir.



Segunda-feira, Setembro 18, 2006

O MAIOR AMOR DO MUNDO


(idem, 2006, de Cacá Diegues)


"Destino é bicho implacável". Certamente todo mundo deve ter ouvido ou tirado suas próprias conclusões a respeito da frase. A arte, mais especialmente as cênicas, tem se debruçado sobre o assunto ao longo do tempo e exemplares não faltam nos últimos anos. O diretor mexicano Alejandro Gonzáles Iñárritu faz deste o seu principal motivo (Amores Brutos e 21 Gramas são deleites sobre o tema, assim como o novo Babel parece ser) e constrói obras com excelência. E agora, com um pouco menos de virtuosismo, Cacá Diegues se arrisca neste campo com o seu novo trabalho, O Maior Amor do Mundo.

O filme acompanha a chega de um astrofísico brasileiro, Antônio, radicado nos Estados Unidos que vem ao país receber um prêmio do governo federal. À beira da morte, ele descobre fatos sobre seu passado que poderiam mudar completamente o rumo de sua vida e parte em busca de algumas respostas. O roteiro segue duas linhas narrativas interessantes que se fundem todo o tempo, uma delas feita em flashback que retrata a infância do protagonista, tal como ela foi, e uma outra acompanha um garoto da baixada fluminense que trabalha para os traficantes da favela. Juntas, as duas remontam de forma bastante simples as características psicológicas de Antônio, mostrando tudo o que ele foi e o que ele poderia ter sido.

Permeado de uma dose de crítica social, para não deixar de ser engajado, mas caindo nos rótulos costumeiros, o filme tem dois primeiros atos arrastados, justificados numa atuação apática de José Wilker, mas ganha força na última meia hora, quando uma série de eventos bastante elaborados justificam os meios. E aí o discurso de que não há como fugir daquilo que nos espera, como se uma força maior regesse as nossas vidas, se repete. Mas pelo menos Cacá se recupera das duas últimas decepções, Orfeu e Deus é Brasileiro.



Segunda-feira, Setembro 11, 2006

A DAMA NA ÁGUA


(Lady in the Water, 2006, de M. Night Shyamalan)


É difícil imaginar que mesmo depois de dois excelentes filmes - injustamente subestimados -, um cineasta consiga fazer um novo trabalho melhor que os anteriores, ainda mais se tratando de alguém com poucos títulos no currículo. Mas a façanha tem nome e sobrenome: A Dama na Água, do diretor e roteirista M. Night Shyamalan. Vendido como uma "fábula infantil", esse certamente é o mais complexo filme de Shyamalan, e por conseqüência, acaba se tornando uma daquelas espécies únicas, difícil de digerir de uma só vez.

Basicamente a história acompanha a chegada de uma ninfa do mar, Story, em um condomínio americano, mas concentra seu drama na comoção dos moradores, liderados por Mr. Heep, o zelador do local, que tentam mandar a jovem para seu lugar de origem, o Mundo Azul. O que deixa o filme muito além de um conto de ninar é a forma com a qual Shyamalan o constrói: já na sua concepção ele deixa de lado a inocência e se justifica num argumento de certa forma já utilizado por ele mesmo, mas melhor desenvolvido aqui, sem esquecer os elementos que compõem uma fábula - que são bastante perceptíveis em todo o filme, como o humor rasteiro presente em alguns personagens e que se torna uma grata novidade nos filmes do diretor. Mas na contra-mão de seus trabalhos anteriores, Shyamalan usa o prólogo, uma deliciosa animação que lembram rabiscos de criança, para expor o dorso principal do filme: mocinhos e bandidos já ganham seus papéis, as motivações ficam claras e até mesmo a justificativa surge numa frase curta e importante - dessa vez não há reviravolta no final que prenda o filme à última cena. Aliás, ao longo dos 110 minutos de duração, as ações são bastante meticulosas, compostas de forma minuciosa pelo roteiro. Alguns diálogos são capazes de amarrar toda a história e ainda assim, tamanho suspense mantido com mãos firmes pela câmera que procura o melhor ângulo e pela trilha sonora que mantém a tensão lá no alto, chegam a passar despercebidos.

Toda essa precisão ao explanar sua história deixa o filme um quebra-cabeça que se encaixa perfeitamente a um conjunto maior - e ainda sobra tempo para o diretor dilacerar seu ponto de vista sobre os mais recentes fatos por ele enfrentado no mundo real. As péssimas críticas destinadas a Sinais e, principalmente, A Vila e todo o problema com a Disney durante o desenvolvimento desta produção, culminaram num personagem vivido por Bob Balaban, um daqueles críticos de cinema aborrecido que tem aos montes por aí e que tem um papel fundamental no filme. Ele guarda uma das frases mais marcantes - "Não há nada mais original neste mundo, Mr. Heep. É um triste fato com o qual tenho que viver" - e é alvo de uma outra determinante - "Que tipo de pessoa é tão arrogante em dizer que sabe as intenções de um ser humano?" -, numa espécie de desabafo do diretor.

Shyamalan sabe onde pisa e onde quer chegar e só o esboço da vizinhança que esquece suas peculiaridade e passam a lutar com um único propósito já valeria o filme, mas sua fábula ainda traz aquele gostinho de esperança e fé que as crianças costumam guardar até entrar de cabeça no mundo de cá. É como diz um personagem a certa altura do filme: "Eu gostaria de ser criança novamente, preciso acreditar que existe algo mais que este horror que nos circunda".



Domingo, Setembro 10, 2006

FESTIVAL DE VENEZA 2006
:: vencedores ::


Mais vale uma Coppa Volpi na mão que um Oscar voando

Diferentemente de Cannes, mais agregado ao cinema cult dos quatro cantos do mundo, nos últimos anos o Festival de Veneza tem aberto às portas aos filmes americanos do "circuito de arte", aqueles que em dezembro vão parar nas listas de melhores do ano, culminando com os Oscars em fevereiro. No ano passado, O Segredo de Brokeback Mountain e Boa Noite, e Boa Sorte saíram laureados de lá e chegaram no palco do Kodak Theatre disputando várias categorias. O mesmo aconteceu com O Segredo de Vera Drake, em 2004, e com 21 Gramas e Encontros e Desencontros - este exibido fora de competição - em 2003. Desta década para cá, uma série de prêmios de atuação dados em Veneza culminou com uma indicação ao prêmio da Academia: Julianne Moore por Longe do Paraíso, Javier Bardem em Antes do Anoitecer e David Strathairn e Imelda Staunton.

Se o esquema permanecer, pelo menos uma vaga na próxima cerimônia já está assegurada: Helen Mirren, melhor atriz como a rainha Elizabeth II em The Queen, de Stephen Frears. O fime, que era um dos mais cotados para levar o Leão de Ouro para casa - que acabou ficando com o chinês Sanxia Haoren ("Natureza Morta", tradução literal) do diretor Jia Zhang-Ke - desponta como sério favorito a algumas categorias, incluindo a de roteiro original, também premiado em Veneza. Quem também acabou se redimindo da série de fracassos retumbantes foi Ben Affleck, melhor ator no drama Hollywoodland, sobre a morte do ator George Reeves. Lógico que em se tratando de um ator do quilate de Ben, não dá pra se levar muito a sério. Basta recordar que a mesma Coppa Volpi de melhor ator foi pra Wesley Snipes em Por uma Noite Apenas, em 1997. Mas toda essa especulação não deixa de ser uma deliciosa perda de tempo.

postado por HUDSON às 12:29 AM

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Sábado, Setembro 09, 2006

VÔO UNITED 93


(United 93, 2006, de Paul Greengrass)


Há um fator extra que toma conta de quem assiste a Vôo United 93: o lado psicológico. Entrar numa sala de cinema sabendo que o que você vai ver é um drama de ação baseado em eventos reais já torna a experiência bem mais pessoal. Saber que se trata de um acontecimento de proporções tão gigantescas quanto os ataques terroristas sofridos pelos Estados Unidos em 11 de Setembro de 2001 deixa isso tudo muito mais visceral. E se apoiando nisso, o diretor Paul Greengrass não criou grandes estripulias e manteve os pés no chão para fazer deste um dos filmes mais impactantes da temporada.

Apesar de focar sua ação no quarto vôo seqüestrado pelos terroristas árabes, destinado ao Pentágono e que foi abatido antes do choque, Greengrass não abandona o contexto dos acontecimentos e amarra sua história ao atentado em si, mostrando toda a movimentação das centrais que controlavam o espaço aéreo norte-americano, desde a descrença de uma possível nave seqüestrada, confirmando a auto-suficiência daqueles que se julgavam impenetráveis e imbatíveis, até a impotência frente a uma situação inimaginável. Dessa forma, o diretor e roteirista parte para um busca sem apresentar respostas, apontar culpados ou motivações, mas traçando dois painéis distintos: os daquele que não conseguem esboçar uma reação diante do fato consumado em contraste com a tripulação do vôo 93, que se não conseguem salvar suas vidas, pelos menos poupam outras vidas e o pouco que resta da integridade do seu país - pelo menos naquele momento.

Para manter o clima de tensão durante todo o tempo, o diretor, quando não movimenta sua câmera com habilidade e rapidez - Vôo United 93 tem um dos finais mais tensos dos últimos tempos graças a um ótimo trabalho de direção - abusa das falas atravessadas, principalmente entre os personagens das centrais de comando de vôo. E isso basicamente é o que sustenta o filme, que se resume, a grosso modo, em um 'cala a boca' para os que achavam que projetos como este, que remontam um momento tão cruel da humanidade, eram 'desnecessários'.



Sexta-feira, Setembro 08, 2006

SÉRIE EPÍLOGOS

"Este não é um relato de feitos heróicos. É um fragmento de duas vidas que percorreram juntas um caminho, compartilhando as mesmas aspirações e os mesmos sonhos.Será que nossa visão foi estreita demais, parcial demais, apressada demais? Nossas conclusões foram rígidas demais? Talvez. Mas esse vagar sem rumo por nossa América colossal me transformou mais do que pensava. Não sou mais o mesmo. Pelo menos, não sou mais o mesmo por dentro."

Diários de Motocicleta (The Motorcycle Diaries, EUA/Alemanha/Inglaterra/Argertina/Chile/Peru/França, 2004) de Walter Salles



Quarta-feira, Setembro 06, 2006

Jude Law versão 2004/2005*:

- Capitão Sky e o Mundo de Amanhã
- Alfie - O Sedutor
- Perto Demais
- O Aviador
- Desventuras em Série
- Huckabees - A Vida é uma Comédia


DESVENTURAS EM SÉRIE



Filmes sobre crianças órfãs sob cuidado de tutores malvados pronto para dar um fim neles e ficar com a herança são feitos aos montes. Bons filmes não. Desventuras em Série, amálgama dos livros de Daniel Handler, é uma fábula cínica contada de forma onisciente por Lemony Snicket, o autor da história dos irmãos Baudelaire, que ganha a voz britânica e bem postada de Jude Law.

Com um ritmo bastante ligeiro, graças a uma ótima edição, o filme ganha força nos trabalhos técnicos de direção de arte e trilha sonora, bem como nas atuações sempre competentes de Jim Carrey e Meryl Streep. O roteiro prioriza situações inteligentes em sua estrutura e peculiaridades, e se apoia em Violet, Klaus e Sunny, os herdeiros da fortuna da família, que possuem características e habilidades que acabam interferindo de alguma forma no decorrer dos acontecimentos que compõem um conto juvenil onde se descobre que o mundo não é um lugar tão bom assim para se viver como se pensava - ainda que o final... bem, esse a gente julga pela fantástica dose de humor.

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* A brincadeira começou em novembro de 2004, e de lá pra cá Jude Law não deu mais as caras na telona. Então, até que a versão 2006/2007 (All the King's Men, Breaking and Entering, The Holiday, My Blueberry Nights) entre em cartaz, estou em tempo de finalizar, certo?




FILMES DE AGOSTO


A extrema delicadeza na condução da história e da câmera de "O Tempo Que Resta" comprovam a força de François Ozon, um dos melhores cineastas da atualidade


1 - Jogos Mortais II (Saw II, 2005, de Darry Lynn Bousman)
2 - Os Sem-Floresta (Over the Hedge, 2006, de Tim Johnson e Kary Kirkpatrick)
3 - O Dia em que o Brasil Esteve Aqui (idem, 2006, de Caíto Ortiz e João Ornelas)
4 - A Natureza Quase Humana (Human Nature, 2001, de Michel Gondry)
5 - Bandidas (idem, 2006, de Joachin Roenning e Espen Sandberg)
6 - Kill Bill - Volume 2 (Kill Bill: Vol. 2, 2004, de Quentin Tarantino)
7 - Cama de Gato (idem, 2002, de Alexandre Stockler)
8 - Casa de Areia (idem, 2005, de Andrucha Waddington)
9 - Embriagado de Amor (Punch-Drunk Love, 2003, de Paul Thomas Anderson)
10 - Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992, de Quentin Tarantino)
11 - O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (The Lord of the Rings: The Return of the King, 2003, de Peter Jackson)
12 - Meu Encontro com Drew Barrymore (My Date With Drew, 2005, de Brian Herzlinger, Brett Winn e Jon Gunn)
13 - Um Grito no Escuro (A Cry in the Dark, 1988, de Fred Schepisi)
14 - Miss Simpatia 2: Armada e Fabulosa (Miss Congeniality 2: Armed and Fabulous, 2005, de John Pasquin)
15 - Simplesmente Alice (Alice, 1990, de Woody Allen)
16 - Zuzu Angel (idem, 2006, de Sérgio Rezende)
17 - Assombração (Gwai Wik, 2006, de Oxide Pang Chun e Danny Pang)
18 - O Libertino (The Libertino, 2004, de Laurence Dumore)
19 - Beijos Proibidos (Baisers Volés, 1968, de François Truffaut)
20 - Obrigado por Fumar (Thank You For Smoke, 2006, de Jason Reitman)
21 - Hitch - Conselheiro Amoroso (Hitch, 2005, de Andy Tennant)
22 - Stay Alive - Jogo Mortal (idem, 2006, de William Brent Bell)
23 - A Concepção (idem, 2006, de José Eduardo Belmonte)
24 - Ela é o Cara (She's the Man, 2006, de Andy Fickman)
25 - Pai e Filho (Otets y Sin, 2003, de Alexander Sokurov)
26 - Quase Virgem (The Long Weekend, 2005, de Pat Holden)
27 - Trair e Coçar é só Começar (idem, 2006, de Moacyr Góes)
28 - Justiça (idem, 2004, de Maria Augusta Ramos)
29 - Mamãezinha Querida (Mommie Dearest, 1981, de Frank Perry)
30 - Cafuné (idem, 2004, de Bruno Vianna)
31 - Café da Manhã em Plutão (Breakfast on Pluto, 2005, de Neil Jordan)
32 - Click (idem, 2006, de Frank Coraci)
33 - A Casa do Lago (The Lake House, 2006, de Alejandro Agresti)
34 - O Tempo que Resta (Le Temps Qui Reste, 2005, de François Ozon)

Curta-metragem:
1 - Amor aos Vinte Anos (L'Amour à vingt ans, 1962, de François Truffaut)

postado por HUDSON às 1:45 PM

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ESTRÉIAS 2008
05/09
Canções de Amor
Linha de Passe
Helboy II
O Aborto dos Outros
Caçadores de Dragões
Lady Janes


29/08
Os Desafinados
Trovão Tropical
U2 3D
O Nevoeiro
O Reino Proibido
Pelos Meus Olhos
Shortbus
O Retorno
La León
Ainda Orangotangos


22/08
O Procurado
Reflexos da Inocência
Um Crime Americano
Violência em Família


15/08
Zohan, o Agente Bom de Corte
Star Wars - The Clone Wars
Nossa Vida Não Cabe num Opala
Olho de Boi
Show de Bola
Quebrando Regras


08/08
Encarnação do Demônio
O Grande Dave
A Caçada
Asterix nos Jogos Olímpicos
Lemon Tree
Devoção
Mais do que Você Imagina
Quem Disse que é Fácil?


01/08
A Múmia - Tumba do Imperador Dragão
Meu Irmão é Filho Único
Como Festejei o Fim do Mundo
O Verdadeiro Amor


25/07
Arquivo X - Eu Quero Acreditar
Era uma Vez
Ao Entardecer
Space Chimps - Micos no Espaço
Ensinando a Viver
A Questão Humana


18/07
Batman - O Cavaleiro das Trevas
A Ilha da Imaginação
Nome Próprio
Maus Hábitos
Luz Silenciosa
Uma Garota Dividida em Dois
As Aventuras de Moliére


11/07
O Segredo do Grão
Viagem ao Centro da Terra
Pequenas Histórias
Agente 117
O Advogado do Terror


04/07
Kung Fu Panda
Hancock
O Escafandro e a Borboleta
Do Outro Lado


27/06
Wall-E
Jogo de Amor em Las Vegas
A Força da Amizade
Amar... Não Tem Preço
Lady Jane
Onde Andará Dulce Veiga?
A Última Amante
Dot.com


20/06
Agente 86
Cinturão Vermelho
O Guerreiro Didi e a Ninja Lili
A Banda
Personal Che
Romulus, Meu Pai


13/06
Fim dos Tempos
O Incrível Hulk
A Outra
Lírios D'Água
1958


06/06
Sex and the City
Antes que o Diabo Saiba Que Você Está Morto
Joy Division


30/05
As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian
Um Amor Para Toda Vida
Corpo
A Quase Verdade


16/05
O Melhor Amigo da Noiva
Efeito Dominó
Longe Dela
Film Noir
O Tempo e o Lugar
Bodas de Papel


09/05
Speed Racer
O Banquete do Amor
5 Frações de uma Quase História
O Último Bandeneon


30/04
O Sonho de Cassandra
Homem de Ferro
Maratona do Amor
Zona do Crime
Desonra
Condor


25/04
Pecados Inocentes
Hanna Montana e Myley Cyrus - Show: O Melhor de Dois Mundos
Encurrlados
Três Vezes Amor
Otávio e as Letras
O Romance do Vaqueiro Voador


18/04
Os Reis da Rua
Quebrando a Banca
Falsa Loura
Serras da Desordem


11/04
Um Beijo Roubado
Um Plano Brilhante
Um Sonho Dentro de um Sonho
Estômago
Imagens do Além
Fôlego
Treinando o Papai
Meu Nome é Taylor, Dillbit Taylor
A Vida Começa aos 40


04/04
The Rolling Stones - Shine a Light
Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro
Awake - A Vida Por um Fio
Maré, Nossa História de Amor
O Sol
Longo Amanhecer


28/03
Jumper
Atos que Desafiam a Morte
À Procura de Vingança
Paixão Proibida
Traídos pelo Destino
Partículas Elementares
Irina Palm
Serras da Desordem


21/03
Não Estou Lá
Chega de Saudade
A Família Savage
Um Amor de Tesouro
As Crônicas de Spiderwick
Delírios


14/03
Ponto de Vista
O Olho do Mal
Horton e o Mundo dos Quem
2 Dias em Paris
Juízo
O Banheiro do Papa
Sinal


08/03
O Orfanato
10000 a.C.
Sicko - SOS Saúde
Angel
A Morte de George W. Bush
Em Pé de Guerra
Cada um com seu Cinema
Desaparecidos
Fim da Linha


29/02
Jogos do Poder
XXY
A Era da Inocência
Palaróides Urbanas
Rambo IV
Espartalhões


22/02
Juno
Na Natureza Selvagem
Senhores do Crime
Antes de Partir
Maldita Sorte
Persépolis


15/02
Elizabeth - A Era de Ouro
Sangue Negro
Os Indomáveis
Vestida Para Casar
O Som do Coração
Velocidade Sem Limites


08/02
Cloverfield - Monstro
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet


01/02
Onde os Fracos Não Tem Vez
Sexo com Amor?
Meu Monstro de Estimação
Ao Lado da Pianista


25/01
4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias
O Gangster
Paranoid Park
A Lenda do Tesouro Perdido - Livro dos Segredos
O Signo da Cidade


18/01
O Caçador de Pipas
Eu Sou a Lenda
A Quase Verdade
Os Seis Signos da Luz
Unidos Pelo Sangue


11/01
Desejo e Reparação
O Suspeito
O Diário de uma Babá
Alien vs. Predador 2
Garoto Cósmico
Mulheres Sexo Verdades Mentiras
A Espiã
Allegro


04/01
Meu Nome Não é Johnny
Coisas Que Perdemos Pelo Caminho
Alvin e os Esquilos
PS. Eu Te Amo
P2 - Sem Saída


FILMES COMENTADOS


Antes do Pôr-do-Sol
À Procura da Felicidade
Babel
Boa Noite, e Boa Sorte.
Borat
Bubble
Caiu do Céu
Cazuza
O Céu de Suely
O Código Da Vinci
A Conquista da Honra
Crash - No Limite
Dália Negra
A Dama na Água
O Diabo Veste Prada
Diários de Motocicleta
Dreamgirls - Em Busca de um Sonho
Efeito Borboleta
Encontros e Desencontros
Espíritos
Guerra dos Mundos
Hollywoodland
Os Infiltrados
A Intérprete
It - Uma Obra Prima do Medo
O Jardineiro Fiel
Johnny e June
Longe do Paraíso
O Maior Amor do Mundo
Manderlay
Manhattan
Mar Adentro
Maria Antonieta
Match Point
Melinda e Melinda
Motoqueiro Fantasma
Notas Sobre um Escândalo
O Outro Lado da Rua
Ó Paí, Ó
Pecados Íntimos
A Rainha
Se eu Fosse Você
O Segredo de Brokeback Mountain
Sin City
Team America: Detonando o Mundo
Tudo Acontece em Elizabethtown
Tudo em Família
Turistas
A Última Noite
Volver
Vôo United 93


TEXTOS ESPECIAIS


Os Melhores Filmes Que Perderam o Oscar
Então é Natal
A Magia do Cinema
O Romance Proibido