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Informações, comentários e pequenas notas sobre filmes e tudo o que cerca a sétima arte, por Hudson Dalbem, mero estudante universitário e amante inveterado do cinema TOP 10 - 2007 TOP 10 - 2006 TOP 10 - 2005 TOP 10 - 2004 SITES E BLOGS HISTÓRICO
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Terça-feira, Outubro 31, 2006
#2 GOTHAN AWARDS O prêmio da IFP (Independent Feature Project) dado desde 1979, que privilegia em suas categorias atores e realizadores iniciantes, divulgou os indicados deste ano. O destaque fica por conta das nomeações de Os Infiltrados (The Departed), Maria-Antonieta (Maria Antoinette), Pecado Íntimo (Little Children), Half Nelson e Old Joy para a competição de melhor filme do ano. Neste mesma categoria, no ano passado, três títulos indicados ao Oscar estiveram presentes: O Segredo de Brokeback Mountain, Capote e Marcas da Violência - este último só disputou a categoria de roteiro adaptado e ator coadjuvante da Academia. Os vencedores do Gothan Awards serão anunciados em 29 de novembro. A lista completa pode ser conferida aqui. | Sexta-feira, Outubro 27, 2006
#1 BRITISH INDEPENDENT FILM AWARDS A temporada de premiações quase todos os anos dá a largada em dezembro, com o anúncio da National Board of Review, que esse ano divulgará sua lista de melhores no dia 06 do último mês. Mas uma interessante lista, a da British Independent Film Awards foi divulgada anteontem, trazendo alguns títulos que se espera estar entre os grandes premiados do ano, e outros que ficaram de fora e provavelmente vão amargar o limbo. Nesse aspecto, Breaking and Entering, novo filme de Anthony Minghella, sai enfraquecido, conseguindo apenas duas indicações para as atrizes Robin Wright Penn e Juliette Binoche - Jude Law foi categoricamente esquecido. Já o drama Vênus deve mesmo impulsionar as atuações dos veteranos Peter O¿Toole e Vanessa Redgrave rumo às indicações e futuros prêmios. Enquanto isso, The Queen e The Last King of Scotland caminham para melhor sorte. O primeiro já tem o retrospecto de premiação em Veneza e conseguiu 6 indicações ao prêmio: melhor filme, diretor, atriz (Helen Mirren ainda foi escolhida a personalidade do ano), roteiro, maquiagem e designer de produção. O segundo, saudado pela crítica nas últimas semanas, também entrou nas três principais categorias - filme, diretor e roteiro - além de uma dupla indicação para os atores (Forest Whitaker e James McAvoy) e fotografia. O buzz também cresce para Frances de la Tour, coadjuvante por The History Boys e Volver, melhor filme estrangeiro junto com Caché, Brick, De Tanto Bater Meu Coração Parou e - pasmem! - Menina Má.com. A lista completa pode ser conferida no site oficial e os indicados serão submetidos a uma comissão, que no dia 29 de novembro divulgará os vencedores de cada categoria. | S03E04 - EVERY MAN FOR HIMSELF 7 milhões a menos de expectadores deve ter uma razão, que fica clara nesse quarto episódio da nova temporada: os produtores não estão muito preocupados em dar respostas aos fãs da série, e caminham para o lado contrário, só enrolando mais o que já era um nó difícil de desfazer. Os "Outros" continuam sua sessão de tortura, os "Lost" cada vez mais sem saída. E no acampamento, só diversão. Como a seqüência de novos episódios vai até meados de novembro, certamente pouco será esclarecido. Cada um por si mantém o pique da série, mas o conjunto já está cansando. | Sábado, Outubro 21, 2006
A ÚLTIMA NOITE (A Prairie Home Companion, 2006, de Robert Altman) Ao longo de sua carreira, Robert Altman especializou-se em contar histórias com múltiplos personagens, que poderiam estar conectados ou não por um fio narrativo. O domínio de direção - trabalho de câmera e condução de atores - acabou se tornando a marca registrada do diretor, que mesmo debilitado por conta da idade avançada, ocasionando dificuldade no andamento das filmagens, compôs em seu último trabalho um interessante painel sobre as lembranças da época em que a música americana se desdobrava sobre ritmos menos exagerados e mais pueris.
Sexta-feira, Outubro 20, 2006
S03E03 - FURTHER INSTRUCTIONS Depois dos dois primeiros episódios focados exclusivamente no trio Jack, Kate e Sawyer, junto dos "Outros", o terceiro capítulo da nova temporada se concentra no acampamento dos "Lost" e nos personagens que ficaram por lá, especialmente Lock. Retornando ao ponto em que ele deixa de apertão o botão da escotilha, na temporada passada, a história revela as conseqüências do fato. Há um momento inspiradíssimo, em que, durante um sonho, Lock junta todos os tripulantes do vôo no saguão do aeroporto, guiado por um antigo morador da ilha. Ao que tudo indica, ele acabará se tornando o grande líder que foi na primeira temporada e que deixou de ser na última. E finalmente Rodrigo Santoro faz sua estréia, numa aparição rápida no final do episódio, como já havia sido divulgado. | Segunda-feira, Outubro 16, 2006
DÁLIA NEGRA (The Black Dahlia, 2006, de Brian De Palma) Vez ou outra Hollywood volta-se para seus próprios dramas para construir seus filmes. Um dos maiores e melhores clássicos do cinema vem daí: Crepúsculo dos Deuses, a cereja da carreira de Billy Wilder. Esse constante retorno às tramas ambientadas e recheadas de referências à meca do cinema surge na temporada marcando também o retorno de Brian De Palma ao noir, gênero essencialmente americano nascido na década de 40 na qual o diretor tem declarada preferência. Ele concentra seu filme na história de Elizabeth Short, mais uma aspirante a atriz recém chegada a Hollywoodland para tentar carreira nas telonas. Dias depois, desaparece misteriosamente para em seguida ser encontrada morta, dilacerada na altura do abdômen, sem os órgãos internos e com um corte de orelha a orelha, configurando um dos mais cruéis assassinatos vistos nos EUA. Desvendar o crime, logicamente, passa a ser o objetivo dos detetives Buck Bleichert e Lee Blanchard, e não é difícil imaginar que um terceiro vértice, a loura Kay Lake, seja responsável pelo clima sedutor que permeia Dália Negra. Adaptado do best-seller homônimo de James Elroy, escrito há 20 anos e baseados em eventos reais - com direito à livre interpretação dos fatos -, o filme segue diferentes linhas narrativas, soando excessivamente elaborado. Os dois primeiros terços são lentos, personagens são deixados de lado e retomados de forma rápida e finalizados de forma rasteira, o que incomoda bastante. E apesar de um terceiro ato que busca, desnecessariamente, uma resolução confusa e rebuscada, acaba sendo determinante para o envolvimento do público com a história. Graças à mão do diretor - que só não compõe um de seus melhores trabalhos de direção em decorrência do fraco roteiro - algumas pequenas pérolas surgem na tela, como os pequenos testes em vídeo que Elizabeth Short faz: o diretor, com câmera na mão, instiga a atriz ao máximo, arrancando uma atuação poderosa de Mia Kirshner (arrisco dizer que, com uns 5 minutos a mais em cena, a atriz seria laureada com os principais prêmios do ano). O mesmo já não acontece com Josh Hartnett, insosso no principal papel do filme, enquanto que Scarlett Johansson continua brindando com personagens míticos: sua loura fatal desperta fascínio justamente por sua personalidade que desperta desconfiança a todo instante. A fantástica ambientação de Dante Ferretti e a trilha sonora de Mark Isham ajudam a compor esse painel de meados do século, num incrível jogo de idas e vindas que terminam em mais um belíssimo exemplar do noir que passa a figurar nas prateleiras. | Sábado, Outubro 14, 2006
NOTAS DE RODAPÉ 8 - Um Cara Quase Perfeito (Man About Town, 2006, de Mike Binder) O "cara" do título pode até ser quase perfeito, mas o filme é um verdadeiro terror. Completamente perdido, a trama discorre sobre a dificuldade do homem moderno em manter a ordem se equilibrando entre a vida familiar e sucesso profissional. O problema é que as situações propostas são muito ruins, tentando tirar risadas do infundável, como escândalos profissionais, infidelidade, sofrimentos juvenis e traumas que quase sempre descambam para cenas que chegam a doer, de tão ridículas. Ben Affleck e fãs devem clamar para que Hollywoodland chegue logo e apague as lembranças dos últimos anos. - Xeque-Mate (Lucky Number Slevin, 2006, de Paul McGuigan) Da trama elaborada, dos crimes e violência, e pela capacidade de manter o expectador com os olhos vidrados com o que acontece em cena, esse poderia até ser uma espécie de O Plano Perfeito dirigido por alguém sem pulso autoral como o diretor Spike Lee. Morgan Freeman e Ben Kingsley são dois chefões da máfia que duelam pelo poder do submundo de Nova York, que ao mesmo tempo contratam o mesmo assassino de aluguel, vivido por Bruce Willis. Josh Hartnett acaba pagando seus pecados quando confundido com outra pessoa precisa tirar o sorriso pacato do rosto e solucionar dois problemas em menos de 24 horas. Bem pensando, a dica para Xeque-Mate é não acreditar no que se vê e prestar atenção do início ao fim. - Serpente à Bordo (Snakes on a Plane, 2006, de David R. Ellis) Tanto blábláblá meses antes de estrear nos cinemas tinha que ter explicação. Serpentes à Bordo é um dos filmes mais divertido do ano! Logicamente que para desfrutar tamanha bobagem é necessário tirar os pés do chão e entrar de cabeça no vôo que leva um punhado de pessoas para serem mortos a quilômetros de distância do solo. E aí há pano pra manga: as tais cobras soltas no avião procuram os lugares mais óbvios e engraçados para picar os passageiros, o que torna a viagem uma sessão de risos nervosos. Não há nada sugestivo e até uma anaconda gigante engole um homem de uma só vez, numa das imagens mais toscas possíveis. - O Sabor da Melancia (Tian bian yi duo yun, 2005, de Tsai Ming-Liang) Esse inusitado filme taiuanês trata de um tema interessantíssimo: a falta d'água. Sob a ótica de uma produção pornográfica, um ator, uma atriz japonesa e a habitante de um condomínio residencial despontam na tela coroados com uma boa dose de sarcasmo e ironia, onde a melancia (sim!) pode ser o fruto do futuro (para o bem da saúde física e mental!). Poderia render um belíssimo exemplar cult não fosse o caminho musical seguido pelo diretor Tsai Ming-Liang, que reúne alguns dos piores e mais aborrecidos números de sempre. - Menina Má.com (Hard Candy, 2006, de David Slade) O diretor David Slade segue a mão contrária em quase todos os aspectos deste seu filme, que como outros exemplares foca sua história em relacionamentos iniciados na internet: como o próprio título nacional entrega, é uma adolescente idiota que prega uma peça com um pedófilo de plantão. O grande problema é além do clima angustiante - que funciona como poucos filmes - o roteiro é montado em cima de fatos demasiadamente tácitos, deixando o principal objetivo do filme deslocado e, por conseqüência, fragilizando os acontecimentos. Se há algum destaque, ele fica por conta das atuações da dupla protagonista, Patrick Wilson e Ellen Page. | Sexta-feira, Outubro 13, 2006
S03E02 - THE GLASS BALLERINA Manter uma estrutura narrativa ao longo de todos os episódios, sem deixar a empolgação cair, já é algo admirável. E de vez em quando os criadores e roteiristas tem pequenos surtos criativos que aumentam ainda mais a graça do seriado. Nesse segundo episódio da nova temporada, o roteiro percorre a história de Sun através dos flashbacks e consegue retornar a determinado ponto que já havia sido apresentado anteriormente, nas temporadas passadas, e indo um pouquinho mais além. O que é bastante admirável. No que se refere aos andamentos na ilha, a coisa não mudou muito: os "Lost" continuam amargando sucessivos fracassos em suas tentativas de se safar dos "Outros". No entanto, importantes revelações são feitas que caminham para um ponto bastante pé-no-chão, sem aquelas estripulias sobrenaturais plantadas por aí. Mas é esperar para ver. | Domingo, Outubro 08, 2006
FESTIVAL DO RIO 2006
Quinta-feira, Outubro 05, 2006
S03E01 - A TALE OF TWO CITIES O primeiro episódio dessa terceira temporada, que começou ontem, dia 04 de outubro, mantém o dorso dos outros 49 anteriores: junto dos acontecimentos da misteriosa ilha, um flashback remonta um pouco da história de algum personagem, dessa vez Jack. Carregado de emoção para o médico-protagonista, o cold open, como na temporada anterior, relembra onde a história parou e traz de forma impactante uma importante informação que circunda os dia-a-dia dos Sobreviventes do desastre aéreo, revelando trechos da estrutura social dos Outros, remontando o acidente com o vôo 815 da Oceanic Airlines. Junto da informação, é óbvio, surgem muitos outros questionamentos. Se confirmando a notícia do produtor da série, Damon Lindelof, de que essa temporada focará sua história nos Outros e em novos sobreviventes do avião, que aparecerão em breve, Um Conto de Duas Cidades dá margem a muito suspense e tensão, que certamente marcará mais um ano de Lost. | Terça-feira, Outubro 03, 2006
FILMES DE SETEMBRO
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