Informações, comentários e pequenas notas sobre filmes e tudo o que cerca a sétima arte, por Hudson Dalbem, mero estudante universitário e amante inveterado do cinema
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Sexta-feira, Março 30, 2007
S03E14 - EXPOSÉ
Ei, eu também tenho uma teoria para Lost: a ciranda de confusões criadas da metade da segunda temporada até agora é tão grande que simplesmente não há explicação razoável que consiga amarrar as muitas pontas soltas. Mas como ainda existem 12 milhões de americanos semanalmente que não perdem o horário do episódio na quarta à noite - e outros ao redor do mundo, como este que vos fala - é necessário uma certa dose de tensão para garantir uma olhada na semana seguinte. Trocando em miúdos, isso é Exposé. Um episódio que não vai a lugar algum, não esclarece bulhufas, não diverte tanto assim, mas é cheio de surpresas e emoções que todo mundo quer ver, e só melhora a burocrática terceira temporada por que um dos muitos nós sucessivos da gigantesca corda que é a série se desfaz bem lá no final, numa daquelas pontas que não precisariam nem ter existido. Os patrocinadores agradecem a embromação.
postado por HUDSON às 5:54 PM
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Sexta-feira, Março 23, 2007
S03E13 - THE MAN FROM TALLAHASSEE
Quem são os Outros? Por que vivem na ilha? Por que guardam uma lista com alguns sobreviventes do vôo 815? Por que a ilha tem um campo magnético tão forte a ponto de derrubar um avião? Por que Locke e Rose ficaram curados e Sun conseguiu engravidar? O que é a Dharma Iniciative? O que eles pretendem? Por que nenhum dos sobreviventes da parte traseira do avião foram mortos pelos Outros? Por que o pai de Jack, mesmo morto, apareceu na ilha? Por que Juliet quer deixar a ilha e seu grupo? O que é a fumaça preta que ronda a ilha? Por que tantas coincidências unem cada um que estava no avião? O que significam os números 4 8 15 16 23 42? Desmond voltou no tempo? O que sua namorada e os portugueses/brasileiros faziam no último episódio da segunda temporada? Quem é o 'homem de Tallahassee'? Já passou da hora de deixar de levar isso tudo a sério.
postado por HUDSON às 8:47 PM
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Sábado, Março 17, 2007
NOTAS DE RODAPÉ 9
- Mais Estranho que a Ficção (Stranger Than Fiction, 2006, de Marc Forster)
Denso exercício de metalinguagem, o roteiro do novato Zach Helm bebe na fonte dos trabalhos de Charlie Kauffman. Em Mais Estranho que a Ficção, Marc Forster dirige Emma Thompson e Will Ferrel, criador e criatura na história de Harold Crick, um fiscal da receita federal, protagonista da obra escrita pela renomada autora inglesa Karen Eiffel, que quando em crise autoral, dá o direito a seu protagonista de ganhar vida e questionar o caminho proposto pela escritora, quando se envolve com uma anarquista que não mantém seus impostos em dia. Destaque para as excelentes atuações de todo o elenco.
- Rocky Balboa (idem, 2006, de Sylvester Stallone)
Rocky, o lutador, 30 anos depois. E como não poderia deixar de ser, o filme é impregnado de saudosismo - explicado, talvez, pela presença de Sylvester Stallone como produtor, roteirista, diretor e protagonista. O legado de 1976 e os acontecimentos nesse meio-tempo tomam conta da tela, trazendo um Rocky que vive à sombra do acontecido com sua esposa, do seu passado célebre, dos problemas com o filho, e de sua obsessão em retornar à carreira de boxeador. O filme, então, assume sua postura de confrontar o novo e o velho, numa estrutura fácil e gostosa, que torna Rocky Balboa uma agradável surpresa.
- Apocalypto (idem, 2006, de Mel Gibson)
Bem ou mal, em seu quarto filme como diretor, o astro Mel Gibson mantém sua mão firme para falar do que está presente em todos seus filmes: a violência que ronda as relações humanas e a herança de pai e filho. Apocalypto em alguns momentos se torna simples e esquemático, mas propõe uma interessante visão, ainda que romanceada, da roda que mantém um grande império - tal qual uma guerrinha no Iraque ou um confronto civil na África. A barbárie da conquista do maior pelo menor se dá a partir da crença na profecia de um fim de mundo próximo, e uma das mais brilhantes civilizações pré-colombianas ganham vida antes do homem branco aportar na América.
- Sangue e Chocolate (Blood and Chocolate, 2007, de Katja Von Garnier)
Esquecível do início ao fim, como todo caça-níquel adolescente vindo dos Estados Unidos, Sangue e Chocolate narra em tom de lenda, numa história contemporânea, os rumos de uma geração inteira de homens-lobos cuja jovem e bela Vivian, uma das descendentes que está prestes a se tornar futura esposa do líder do grupo, revela o desconforto com o rumo da vida e parte para um caminho bastante óbvio quando se apaixona por um homem normal. É quase um híbrido dos mutantes de X-Men que buscam os distintos caminhos propostos por Professor Xavier e Magneto para a raça, mas sem diversão, ação, aventura ou qualquer coisa que valha a pena.
postado por HUDSON às 12:48 PM
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Sexta-feira, Março 16, 2007
S03E12 - PAR AVION
Chegada a metade da temporada e Lost parece retornar de vez ao tradicional esquema de sucesso dos anos anteriores, com os pés dos sobreviventes bem fincados nos arredores do acampamento da ilha. Par Avion retoma as múltiplas conexões entre os sobreviventes - de forma chocante, até - e os freqüentes simbolismos com elementos comuns em diferentes cenas. Mas sem conseguir ir muito além disso: a brincadeira de perguntas e respostas angustiante ganha um capítulo a mais numa dessas conexões que falei ali em cima. No fim das contas, uma cena que rompe completamente com uma das imagens mais fortes da série - Jack e sua cara de turrão - e a expectativa toma conta para os próximos doze capítulos.
postado por HUDSON às 4:39 PM
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Sábado, Março 10, 2007
:: em cartaz ::
HOLLYWOODLAND - NOS BASTIDORES DA FAMA
Os bastidores de Hollywood sempre foi um tema recorrente nos filmes de lá vindos, que geralmente rende, ao menos, um exemplar interessante. Como este Hollywoodland - Nos Bastidores da Fama. Exibido pela primeira vez em Veneza no ano passado, onde Ben Affleck arrebatou o Copa Volpi de melhor ator coadjuvante, o filme tem como argumento principal a morte do ator George Reeves, o super-homem do primeiro seriado da tv americana, que originalmente se suicidou. O que o filme de Allen Coulter tenta é, em uma trama paralela àquela vivida por Reeves, trazer a tona um desfecho diferente para a história, onde um investigador tenta descobrir a existência de um possível assassino para o ator.
A ascensão de Reeves no meio artístico, posando para fotos ao lado de figurões da indústria e percorrendo festas atrás de diretores e roteiristas, o nascimento do "homem de aço", o fascínio genuíno das crianças pelo programa e a pressão de Reeves em sentir-se longe do seu real objetivo que era os grandes estúdios de cinema - vale lembrar que na longínqua década de 50 a televisão ainda se firmava na casa das famílias norte-americanas e nem competia com a fama vinda de Hollywood - caminha lado ao lado com a história do investigador Louis Simo, vivido por Adrien Brody, que se debruça de tal forma sobre a morte de Reeves que se torna obcecado pelo assunto, permitindo em sua imaginação, inclusive, reconstituir diversas vezes o crime com a passionalidade de alguém que está mergulhado no drama.
A boa recriação de época ajuda a reforçar o clima, mas do elenco recheado que toma conta da tela, o destaque fica por conta de Diane Lane, que rouba a cena ao surgir bela e vívida e aos poucos descer os degraus da pompa que circunda as pessoas de Hollywood. Como boa parte dos que passeiam por Hollywoodland.
ficha técnica
Hollywoodland
produção americana de 2007
dirigida por Allen Coulter
com Adrien Brody, Diane Lane, Ben Affleck, Bob Hoskins, Robin Tunney
126' de duração
postado por HUDSON às 3:27 PM
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Quinta-feira, Março 08, 2007
S03E11 - ENTER 77
Com a audiência caindo, os produtores não param de aparecer dando entrevistas e Damon Lindelof, um dos criadores, foi taxativo: até o final desta temporada Lost vai cair como uma bomba na cabeça dos fãs e expectadores. O que pode começar desde já: ainda seguindo a linha dos dois primeiros anos, com a ação passada na ilha dos sobreviventes - e um flashback pessoal que dita o tom e funciona como complemento do que acontece no presente - Sayid, Kate e Locke fazem uma descoberta pra lá de intrigante que - surpresa! - acaba se tornando mais um nó na malfadada corda que a série se tornou, para muitos. Mas se a empolgação e ritmo continuam lá no alto, como Enter 77, nós agradecemos.
postado por HUDSON às 11:46 PM
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:: especial ::
OS MELHORES FILMES QUE PERDERAM O OSCAR
Contestar a subjetividade das escolhas do Oscar não deixa de ser, na maior parte do tempo, uma atitude meramente subjetiva. Mas qual cinéfilo, em sã consciência, não a faz todo o tempo? Pelo simples prazer de imaginar que a glória da estatueta dourada cai no colo do filme do coração, aquele que, por um motivo ou outro, nos arrebata ao sair da sala escura, fazendo surgir aquele sentimento único que só o fiel apaixonado pela sétima arte tem. Desde que o prêmio da Academia de Artes e Ciências de Hollywood começou a ser entregue, em 1929, alguns dos maiores e melhores filmes de suas épocas acabaram amargando o gostinho de esquentar banco durante a festa. São eles:
#10 Apocalypse Now (Francis Ford Coppola, 1979)
Não há como não se render ao genial espetáculo orquestrado por Francis Ford Coppola sobre a Guerra do Vietnã. Seu visual impressionante e seus personagens eternizados foram preteridos pelo drama Kramer vs. Kramer, de Robert Benton, talvez pela incapacidade de premiar a veracidade do horror de uma batalha até hoje lembrada.
#9 Uma Rua Chamada Pecado (Elia Kazan, 1951)
Se for pecado desejar, Vivien Leigh e Marlon Brando devem estar fervendo no inferno. Duas das melhores atuações de todos os tempos se reúnem no drama de Elia Kazan sobre a arte de se encantar pelo abominável, um vício peculiar e amoral. Mas inexplicavelmente o melhor filme do ano foi o insosso musical Sinfonia em Paris, de Vicente Minnelli.
#8 Os Bons Companheiros (Martin Scorsese, 1990)
Em voga por finalmente ter seu trabalho reconhecido com um Oscar, Martin Scorsese já deveria ter uma prateleira repleta deles. Um retrato sobre os bastidores da máfia com habilidade, explosão e violência já havia sido construído sob o olhar de Henry Hill, mas a união entre a Guerra Civil Americana e os Sioux em Dança com Lobos, de Kevin Costner, levou o prêmio.
#7 Cidadão Kane (Orson Welles, 1941)
Primordial em se tratando de direção de câmera, que não apenas efeitos novos traziam ao cinema, mas compunham junto com a história a personalidade do protagonista, Kane e Orson Welles foram preteridos pelo conservadorismo de Como era Verde o Meu Vale, de John Ford, que brincava longe dos faroestes.
#6 Moulin Rouge! (Baz Luhrmann, 2001)
Precisou um australiano para sacudir Hollywood com um musical kitsch, brega, romântico e fabuloso, e subverter as regras de um gênero que consagrou a Meca do cinema durante anos. O visual fantástico, o estilo pop inserido num contexto de época e a vibração da união entre imagem e som não foi suficiente para tirar o prêmio das mãos da burocrática biografia Uma Mente Brilhante, de Ron Howard.
#5 Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)
Passeando pelas ruas da violenta Manhattan, onde o famoso sonho americano não se constrói, novamente Martin Scorsese mete o dedo na ferida do Vietnã, dessa vez mostrando os alcances sociais gerados pela guerra. Ninguém jamais esquecerá Robert De Niro olhando para e tela e gritando "are you talkin' to me?" incessantemente. A estatueta de melhor filme ficou com Rocky, Um Lutador, de John G. Avildsen.
#4 A Primeira Noite de um Homem (Mike Nichols, 1967)
Talvez este seja a única comédia essencialmente romântica - e nem por isso um fantástico drama - que entre para a história como uma obra-prima. O texto inteligente, a trilha sonora pulsante e deliciosa, e figuras cativantes como Mrs. Robinson e Benjamin são alguns dos ingredientes que dão ao filme o toque de genialidade, coroado por Mike Nichols. Oscar para No Calor da Noite, de Norman Jewison.
#3 Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971)
A postura covarde de dar o Oscar para Operação França, de William Friedkin, é justamente o caráter contrário do melhor filme de Stanley Kubrick. Mas quem se importa? A ousadia, marca registrada do diretor, está presente em cada cena desse que é um retrato social de qualquer tempo, sem deixar de ser uma sátira à hipocrisia de todos, e talvez por isso represente tanto para nós como para Alex DeLarge.
#2 As Horas (Stephen Daldry, 2002)
Esqueça essas teorias de "filme para mulheres": o que As Horas traz para a tela nada mais é do que a alma humana. Drama contundente e complexo sobre o peso que as nossas decisões acarretam no futuro, é um dos filmes que talvez tenha um dos melhores conjuntos da história. Com precisão e intensidade reflete tudo aquilo que se espera de Clarissa, Laura e Virgínia, as protagonistas de uma história universal. Ganhou Chicago, de Rob Marshall.
#1 Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder, 1950)
Um dos melhores diretores (senão o maior) em seu melhor filme. Exagero? Crepúsculo dos Deuses, com seu roteiro magistral, absorvia o que de maior havia no esplendor do cinema até então realizado. A união entre o novo e velho, o que fora fascinante e a busca pelo sucesso, guarda em seu íntimo aquela sensação de que não há conhecimento maior do que conhecer a você mesmo. E como Norma Desmond disse: "ainda sou grande. Os filmes é que ficaram pequenos". Ganhou A Malvada, de Joseph L. Mankiewicz.
postado por HUDSON às 2:28 PM
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Quarta-feira, Março 07, 2007
:: especial ::
OS MELHORES FILMES QUE PERDERAM O OSCAR
O Filmes do Chico, blog do amigo Chico Fireman, agora de casa nova, retomou a série O Gosto dos Outros trazendo em seu último post um texto meu sobre "Os melhores filmes que perderam o Oscar", uma seleção de dez filmes que passaram em branco na premiação da Academia. Antes de publicá-lo aqui, dêem uma passada lá.
postado por HUDSON às 3:49 PM
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Segunda-feira, Março 05, 2007
FILMES DE FEVEREIRO
Clap, clap, clap, clap!
1 - Babel (idem, 2006, de Alejandro González Iñárritu)
2 - ABC do Amor (Little Manhattan, 2005, de Mark Levin)
3 - Beavis e Butt-Head Detonam a América (Beavis and Butt-Head Do America, 2006, de Mike Judge)
4 - Silk, o Primeiro Espírito Capturado (Guisi, 2006, de Chao-Bin Su)
5 - Dogão - Amigo Pra Cachorro (Doogal, 2005, de Dave Borthwick, Jean Duval, Frank Passingham)
6 - Tomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes, 1991, de Jon Avnet)
7 - Shrek 2 (idem, 2004, de Andrew Adamson)
8 - Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice, 1940, de Robert Z. Leonard)
9 - Mais que o Acaso (Bounce, 2000, de Don Roos)
10 - A Conquista da Honra (Flags of Our Fathers, 2006, de Clint Eastwood)
11 - Apocalypto (idem, 2006, de Mel Gibson)
12 - The King (idem, 2005, de James Marsh)
13 - O Grande Ditador (The Great Dictator, 1940, de Charlie Chaplin)
14 - O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland, 2006, de Kevin MacDonald)
15 - Entre Dois Amores (Out Of África, 1985, de Sidney Pollack)
16 - O Mão Não Está Para Peixe (Shark Bait, 2006, de Howard E. Baker e John Fox)
17 - Perfume - A História de um Assassinato (Perfume: The History of a Murderer, 2006, de Tom Tykwer)
18 - Janela Indiscreta (Rear Window, 1954, de Alfred Hitchcock)
19 - O Falcão Maltês (The Maltese Falcon, 1941, de John Huston)
20 - Uma Linda Mulher (Pretty Woman, 1990, de Garry Marshall)
21 - As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides, 1999, de Sofia Coppola)
22 - Encontros e Desencontros (Lost in Translation, 2003, de Sofia Coppola)
23 - Maria-Antonieta (Marie Antoinette, 2006, de Sofia Coppola)
24 - Eu Sempre Saberei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (I'll Always Know What You Did Last Summer, 2006, de Sylvain White)
25 - A Menina e o Porquinho (Charlotte's Web, 2006, de Gary Winick)
26 - O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre, 2003, de Marcus Nispel)
27 - Quem é Morto Sempre Aparece (The Big White, 2005, de Mark Mylod)
28 - Casa de Areia e Névoa (House of Sand and Fog, 2003, de Vadim Perelman)
29 - Mais Estranho que a Ficção (Stranger Than Fiction, 2006, de Marc Forster)
30 - Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2003, de Michel Gondry)
31 - Mulher Tentação (idem, 1982, de Ody Fraga)
32 - Intriga Internacional (North by Northwest, 1959, de Alfred Hitchcock)
33 - Sangue e Chocolate (Blood and Chocolate, 2007, de Katja Von Garnier)
34 - Cry Wolf - O Jogo da Mentira (Cry Wolf, 2006, de Jeff Waflow)
postado por HUDSON às 2:11 PM
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Domingo, Março 04, 2007
SÉRIE EPÍLOGOS
"Foram quatro dias e noites até o motim, finalmente, ser contido. Nunca se soube quantos morreram na semana da retomada de Nova York. Meu pai dizia que nascemos com sangue e sofrimento. E assim também nasceu nossa grande cidade. Mas, para nós, que vivemos e morremos naqueles dias de horror foi como se toda nossa existência tivesse sumido. E não importa o que tenham feito para reerguer a cidade, daí em diante, foi como se ninguém nunca soubesse que estivemos aqui."
Gangues de Nova York (Gangs of New York, EUA, 2002) de Martin Scorsese
postado por HUDSON às 9:48 PM
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Sexta-feira, Março 02, 2007
:: em cartaz ::
MOTOQUEIRO FANTASMA
Mesmo depois da qualidade que Sam Raimi e Bryan Singer impuseram em seus "filmes de quadrinhos", é impressionante que volta e meia ainda surja um híbrido de tão má-qualidade quanto esse Motoqueira Fantasma, também franquia da Marvel. E se torna ainda mais assustador quando se descobre que o responsável pelo roteiro e direção do filme é Mark Steven Johnson, que no currículo já conta com as adaptações igualmente ruins de Elektra e Demolidor.
A história talvez funcione nos gibis, mas na telona é um desastre: Johnny Blaze é um famoso motoqueiro que, junto do pai, percorre os Estados Unidos em eventos circenses mostrando a habilidade dos dois sobre duas rodas. Quando o pai adoece, JB faz um pacto com o diabo, se tornando uma espécie de caçador de almas para o inferno, em troca da saúde de seu pai - eventos estes que fazem o jovem desistir do grande amor de sua vida. Depois de anos, Mefistófeles aparece cobrando sua dívida com Blaze, mas o herdeiro do demônio, Blackheart, está disputando território com seu pai e um embate com o famoso motoqueiro pode ser a chance dele mostrar sua superioridade.
O que mais incomoda é que as relações expostas em Motoqueiro Fantasma são incrivelmente frouxas: não há sentimento entre o protagonista e sua amada que explique sua postura e atitude, tampouco entre ele e o pai, a ponto de abdicar de seus sonhos pela família. Até o motim principal, o pacto de Johnny Blaze e Mefistófeles, é mostrado de forma covarde e fraca, com o filme nem assumindo sua postura. O próprio Motoqueiro, vivido por Nicolas Cage, é um personagem completamente dúbio, que ora se transforma em um monstro sombrio e cruel, ora num justiceiro que preserva inocentes. As justificativas para tanto surgem até mesmo em um "conhecedor de motoqueiros-fantasmas" que aparece do nada no meio da história.
Na outra ponta da linha, dizer que Peter Fonda constrói um diabo lendário é bobagem. Suas aparições - infelizmente apenas pontuais, mas nunca menos que excelentes - dão um pouquinho da diversão esperada por quem a busca, imaginando que os "filmes de quadrinhos" sempre têm algo a oferecer. Ledo engano.
ficha técnica
Ghost Rider
produção americana de 2007
dirigida por Mark Steven Johnson
com Nicolas Cage, Peter Fonda, Eva Mendes, Wes Bentley
114' de duração
postado por HUDSON às 12:50 AM
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Quinta-feira, Março 01, 2007
S03E10 - TRICIA TANAKA IS DEAD
Lost vem andando na base do "toma lá, dá cá": um episódio na ilha dos sobreviventes, um episódio na ilha dos "Outros", e isso torna essa terceira temporada inegavelmente inferior às duas anteriores, que traziam só o ambiente estarrecedor do acampamento dos sobreviventes do vôo 815 construído naquele visual impressionante. Esse 10° episódio, Tricia Tanaka is Dead, sobre o Hurley, retoma as coisas de seu intrigante passado mostrado nos anos anteriores e traz de volta um pouco da dificuldade, da esperança e do estranhamento de se viver na ilha, em contraponto com o interminável blábláblá dos antigos moradores do local. Genuíno e muito mais Lost.
postado por HUDSON às 10:50 AM
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